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Três quadros da pintora portuguesa Maria Helena Vieira da Silva foram leiloados em Paris pela Sotheby’s por um valor total de 512.500 euros. O quadro «Fête» foi leiloado por 175.000 euros, «Intrusion» partiu por 162.500 euros e «Red Houses» por 175 mil euros.

«Fête» era o lote 121 do Leilão de Arte Contemporânea que a Sotheby’s realizou esta semana em Paris, e foi vendido abaixo da estimativa inicial, de 200 mil a 300 mil euros, de acordo com as informações da leiloeira. Já «Intrusion», o lote 146 do mesmo leilão, tinha uma estimativa de 70 mil a 100 mil euros, mas foi vendido por 162.500 euros. E «Red Houses», avaliado em 150.000 euros também foi vendido acima do valor estimado, e atingiu 175 mil euros.

Contactada esta semana pela Lusa sobre a importância destas obras no contexto da obra da artista portuguesa, Marina Bairrão Ruivo, Diretora do Museu Arpad Szénes-Vieira da Silva, em Lisboa, disse: «As obras são boas e importantes, sem serem tão importantes, mesmo em dimensões, como as da coleção Brito».

No ano passado, o Estado Português pagou 5,55 milhões de euros por seis quadros de Vieira da Silva aos herdeiros do colecionador e empresário Jorge de Brito (1928-2006), proprietários das obras, com quem estava em negociações desde 2016. «Não me parece que o Estado possa fazer este investimento agora», comentou à Lusa a Diretora do museu.

«Fête» é um óleo sobre tela datado de 1965, foi apresentado a leilão por um colecionador particular que o adquiriu à galeria Daniel Varenne, de Paris, por volta de 1974, segundo a leiloeira. O quadro, com uma dimensão de 65 centímetros por 81 centímetros, foi originalmente colocado pela pintora na galeria Knoedler, de Nova Iorque, em 1966.

«Intrusion», uma pintura de têmpera em papel de 1971, também pertencia a um colecionador privado, que o adquiriu à galeria da artista, em Paris, a Jeanne Bucher, com uma dimensão de 92 centímetros por 63,5 centímetros.

«Red Houses» é uma das têmperas sobre tela apresentadas por Vieira da Silva em 1963, nas galerias Jeanne-Bucher, em Paris, Knoedler, em Nova Iorque, e na Phillips Collection, em Washington. Com 37 centímetros de largura por 54 centímetros de comprimento, este quadro foi originalmente vendido pela galeria nova-iorquina, e seguiu para a Galeria Albert Loeb, também representada na capital francesa, onde um colecionador de Milão o adquiriu, de acordo com a genealogia agora apresentada pela leiloeira, que não indica alguma exposição pública da obra nem a passagem por Portugal.

No leilão de arte contemporânea de 06 de dezembro de 2017, a Sotheby’s Paris vendeu outro quadro da pintora, «Rue de la Glacière», um óleo sobre tela de 1955, por 309 mil euros.

No passado mês de março, o óleo de Vieira da Silva «L’Incendie» atingiu um valor recorde de 2,29 milhões de euros, num leilão da Christie’s, em Londres. Trata-se de um dos quadros emblemáticos da artista, feito em 1944, durante o exílio no Brasil, que fez parte da coleção Jorge de Brito.

Nascida em Lisboa, em 1908, Vieira da Silva mudou-se para a capital francesa quando tinha dezanove anos, para poder estudar durante uma época de grande atividade artística, tendo acabado por se instalar na cidade, onde morreu em 1992.

 

 

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