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Um cidadão francês está na lista das 8 vítimas mortais do naufrágio do navio “Amfitriti” em São Tomé e Príncipe, na semana passada.

O “Amfitriti”, que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, zarpou do porto de São Tomé na noite de quarta-feira da semana passada com destino à cidade de Santo António e naufragou já perto da ilha do Príncipe, na madrugada de quinta-feira. A bordo viajavam 64 passageiros e oito tripulantes e o navio transportava 212 toneladas de carga.

Segundo as autoridades locais, o acidente causou oito mortos – quatro crianças e quatro adultos – e nove desaparecidos. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida, três das quais foram transportadas para a ilha de São Tomé por apresentarem ferimentos graves.

O Presidente do Governo regional do Príncipe, José Cassandra, afirmou haver registos de três passageiros estrangeiros – duas portuguesas e um francês.

O Primeiro-Ministro São-tomense, Jorge Bom Jesus, anunciou a abertura imediata de um inquérito para “se apurarem as causas deste trágico acidente e assacar as eventuais responsabilidades”.

O navio da Marinha portuguesa “Zaire”, que se encontra em missão no país, com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio.

Entretanto, o Conselho de Ministros de São Tomé e Príncipe aprovou a criação de uma Comissão mista de inquérito para apurar as causas do naufrágio do navio “Amfitriti”. Uma sessão especial do Conselho de Ministros extraordinária, presidida pelo Primeiro-Ministro, Jorge Bom Jesus, foi dedicada à análise do naufrágio da embarcação e da definição de algumas medidas de emergência.

O Conselho de Ministros decidiu ainda avançar com o aluguer de um navio que cumpra os requisitos técnicos para assegurar o transporte urgente de combustível e mercadorias para a Região Autónoma do Príncipe “em total segurança”, bem como a criação de um fundo de emergência para apoiar as vítimas e promoção de uma campanha de solidariedade.

Vai ser também criada uma Comissão multissetorial, com vários Ministérios envolvidos, que tem a missão de apresentar, no prazo de um mês, um plano de ação para uma “definitiva resolução da problemática da ligação marítima e aérea entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe”.

O Governo são-tomense decretou três dias de luto nacional, a contar a partir de sábado.

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