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Dos 14.399.391 eleitores que constam do Ficheiro Informático dos Cidadãos Maiores (FICM) de Angola, 22.560 foram recenseados no estrangeiro, entre os quais 2.228 em França.

Fora de Angola estão recenseados 7.748 em Portugal, a Namíbia é o segundo país com mais registo de eleitores (2.487), seguindo-se França. Depois vêm a República do Congo, a República Democrática do Congo, o Brasil, a África do Sul e a Zâmbia. Na Europa, a Grã-Bretanha, a Bélgica, os Países Baixos e a Alemanha contam com menos de mil eleitores registados, sendo a Alemanha o país com menos potenciais votantes – apenas 152 – entre os 12 onde foram feitos registos.

 

Metade dos eleitores com menos de 35 anos

Os eleitores angolanos estão equitativamente distribuídos em termos de género, com as mulheres a levarem uma ligeira vantagem (51% contra 49% de homens), sendo a faixa etária predominante com idade inferior a 25 anos (cerca de três milhões de eleitores).

Metade dos eleitores angolanos (7.050.138) tem menos de 35 anos.

Em Angola, a capital, Luanda, concentra o maior número de eleitores, com 4,7 milhões, quase 33% do total, e a província do Cuanza Norte, o menor número (cerca de 250 mil, correspondendo a 1,7% do total).

 

Processo de recenseamento terminado

O registo eleitoral oficioso iniciou-se em 23 de setembro de 2021 e terminou em 07 de abril de 2022, abrangendo apenas 12 países, devido aos condicionalismos logísticos associados à Covid-19, justificou o Executivo angolano.

O FICM, dispositivo que contém os dados definitivos dos cidadãos com idade eleitoral, incluindo nome completo, data de nascimento, filiação, número do Bilhete de Identidade ou número de eleitor, local de residência, naturalidade e sexo, foi entregue em 13 de junho no Tribunal Constitucional.

Esta é uma das etapas do processo eleitoral angolano e permite conferir a conformidade dos processos de candidaturas dos partidos políticos.

 

Candidaturas formalizam-se esta semana

Várias formações políticas formalizaram as suas candidaturas, designadamente o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido maioritário, que detém 150 lugares no Parlamento, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior força política da oposição, com 51 Deputados e a coligação eleitoral CASA-CE, com 16 Parlamentares, bem como a Aliança Patriótica Nacional (APN), que não tem assento na Assembleia Nacional, o Partido da Renovação Social (2 Deputados), a Frente Nacional de Libertação de Angola (1 Deputado), o Partido Humanista Angolano (sem assento parlamentar) e o Partido Nacionalista para a Justiça (P-Njango). Em Angola, 12 Partidos foram aprovados pelo TC e as candidaturas devem ser formalizadas até sábado, 25 de junho.

O Bloco Democrático desistiu da corrida eleitoral, já que alguns dos seus dirigentes integram a lista da UNITA.

 

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