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Nelson Oliveira esteve ontem na fuga da 11ª etapa do Tour de France


O ciclista português Nelson Oliveira, com uma rara experiência de 24 participações em grandes provas, decidiu ontem fugir ao pelotão ao quilómetro 13, 11ª etapa do Tour, na companhia de Julian Alaphilippe (Tudor), Anthon Charmig (Uno-X) e Mathis Le Berre (TotalEnergies). Esta era uma etapa para sprinters e Nelson Oliveira sabia disso, mas “nunca se sabe quando a vitória pode surgir”.

Rapidamente percebeu que a iniciativa não iria ter sucesso porque o pelotão não deixou “muita margem” ao quarteto. “Éramos quatro e sabiam que se deixassem mais de dois minutos seria outro cenário no final. No final, eram bastantes retas, o vento também já estava um bocadinho de cara, e isso também não nos favoreceu”, disse à Lusa.

Com 37 anos de idade, o ciclista português foi apanhado já nos derradeiros 6.000 metros dos 161,3 quilómetros entre Vichy e Nevers, quando seguia apenas com Charmig e Le Berre. “Prefiro ser apanhado nos últimos seis quilómetros do que nos últimos 500 metros. Sei que o esforço foi bem feito, demos o que tínhamos para dar para que a fuga chegasse, mas o pelotão foi mais rápido”, concedeu.

Homem de recordes do ciclismo nacional, Nelson Oliveira ajudou ontem a estabelecer uma nova marca na Volta a França, o de etapa em linha mais rápida de sempre da prova francesa, com uma média de 50,91 km/h. “O diretor já nos tinha falado no rádio, que estávamos a bater o recorde da etapa mais rápida. Estou contente”, pontuou.

Esta foi a terceira vez na 113ª Volta a França, que começou em 04 de julho, em Barcelona (Espanha), que Nelson Oliveira andou em fuga, e o português da Movistar promete não ficar por aqui nesta edição, que termina em 26 de julho, em Paris. “Tentaremos, espero que sim. Ainda há muitas etapas pela frente. O objetivo da equipa é um bocadinho esse, tentar estar nas fugas, seja com que corredor for”, concluiu.

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