
Jesus responde àqueles que procuram apanhá-l’O numa armadilha com uma frase que continua a fazer-nos pensar: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». A sua resposta não se limita à questão dos impostos. Recorda-nos que temos deveres a cumprir perante a sociedade, mas também responsabilidades perante Deus, a quem pertence a nossa vida.
A moeda tinha a imagem de César e, por isso, pertencia-lhe. Mas cada um de nós traz em si a imagem de Deus, porque foi criado à sua imagem e semelhança. A moeda pertence a César; nós pertencemos a Deus.
Dar a César o que é de César significa cumprir os nossos deveres, respeitar as leis justas, pagar os impostos e contribuir para o bem de todos. Ser cristão também significa ser um cidadão responsável, honesto e atento às necessidades dos outros.
Dar a Deus o que é de Deus significa dar-Lhe o primeiro lugar na nossa vida. Não basta rezar ou participar na Missa. É preciso que a nossa fé se manifeste nas decisões que tomamos, na forma como vivemos e, sobretudo, na maneira como tratamos os outros.
O Evangelho convida-nos hoje a fazer uma pergunta muito concreta: se pertencemos a Deus, até que ponto as nossas decisões, prioridades e atitudes mostram que somos verdadeiramente seus?




