O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é mais do que uma data no calendário: é o momento em que a identidade nacional encurta distâncias e une os diferentes modos de vida das nossas gentes espalhadas pelo mundo. Por mais integrados que estejam nas sociedades que os acolheram, é neste dia que o sentimento português se afirma com naturalidade, mostrando como um país territorialmente pequeno se projeta globalmente através da sua cultura, da sua língua, das suas tradições e da sua história.
Este é, por excelência, o dia da Nação e da nossa cultura. Por isso é tão significativo ver que o Presidente da República e o Primeiro-Ministro mantêm a tradição de assinalar o Dia de Portugal junto das comunidades portuguesas além-fronteiras.
Este ano, o Grão-Ducado do Luxemburgo foi o país escolhido para acolher as celebrações oficiais. Foi para mim uma honra representar o Grupo Parlamentar do PSD nestas cerimónias comemorativas e testemunhar de perto a vitalidade de uma das comunidades mais emblemáticas da nossa diáspora.
O Dia de Portugal ganha uma dimensão particularmente forte e emotiva para quem vive longe. Sabemos que, por circunstâncias da vida, há portugueses que não conseguem visitar o país há vários anos. Mas é precisamente neste dia que as distâncias se esbatem e o sentimento de pertença se reafirma — o de um país que reconhece no seu povo, esteja ele onde estiver, a sua verdadeira grandeza.
É este Portugal resiliente, aberto ao mundo e orgulhoso das suas raízes que neste dia celebramos.






