A gente que faz o LusoJornal: Jean-Luc Gonneau

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Jean-Luc Gonneau é francês, sem ligações a Portugal, mas é o especialista de Fado no LusoJornal. Não, não há nenhuma contradição, porque Jean-Luc Gonneau percebe realmente de Fado, é mesmo um especialista. Basta ler os seus artigos para perceber que conhece o assunto, tem uma memória de elefante, dá importância ao fadista ou à fadista, mas também aos músicos, aos autores das letras… é um regalo ler os textos que assina.

Há muitos anos esteve em Lisboa, no quadro profissional, e descobriu as casas de Fado. Ficou apaixonado por este tipo de música e passou a ouvi-lo… mas também a cantá-lo.

Foi responsável associativo, consultor, professor universitário e até foi autarca de Paris, mas nada disso lhe tirou o jeito inimitável de cantar Alfredo Marceneiro.

Tem sido um promotor do fado em França e por isso, não há fadista na praça de Paris que não o conheça e que não tenha trabalhado com ele.

 

Enquanto leitor, lembra-se quando começou a ler o LusoJornal?

Já há muito tempo que leio o LusoJornal, quando começou a ser distribuído em vários restaurantes portugueses.

 

Lembra-se do primeiro artigo que escreveu?

O primeiro artigo que escrevi foi… sobre mim! A tão simpática e tão saudosa Maria Fernanda Pinto, nesse tempo colaboradora do LusoJornal [ndr: e entretanto falecida], pediu-me uma entrevista sobre a história da minha paixão pelo fado. Concordámos com as perguntas e depois a Maria Fernanda ligou-me pedindo-me que escrevesse as respostas. Escrevi esse artigo… que não assinei (risos). Mais seriamente, acho que o meu primeiro artigo foi no fim de 2011, uma entrevista com Kátia Guerreiro, antes da sua atuação no Olympia.

 

E porque começou a colaborar com o LusoJornal?

Colaboro com o LusoJornal porque Carlos Pereira [ndr: Diretor da publicação] me propôs esta colaboração com uma infinita cortesia, uma virtude cada vez menos frequente.

 

Na sua opinião, qual é a importância do LusoJornal para a Comunidade portuguesa de França?

O Lusojornal é muito importante para a Comunidade, não só portuguesa, mas lusofóna em geral, porque é o único media da impressa escrita lusófona em França que cobre a maioria dos assuntos da atualidade, política, sociedade, cultura, desportos… sem ser uma coletânea de despachos de agências noticiosas e aberto as várias opiniões. Em resumo, é o “jornal de referência” da lusofonia.

 

Sobre que assuntos escreve?

Sou um simples, mas fiel, colaborador, e escrevo só sobre o fado, e muito escassamente, sobre samba e talvez morna.

 

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