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“Amériques”, uma obra do francês Edgard Varèse, vai ser exibida na Casa da Música, no Porto, integrado na programação com o tema “Novo Mundo”.

Os agrupamentos residentes da Casa da Música levam o público em viagem pelas Américas no novo tema da programação, onde está incluída a obra de Edgard Varèse.

 

Quem é Edgard Varèse?

Edgard Victor Achille Charles Varèse, que nasceu em Paris a 22 de dezembro de 1883 e faleceu em Nova Iorque nos Estados Unidos a 6 de novembro de 1965, foi um compositor francês. Formado no Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris, ele realizou várias obras importantes entre 1906 e 1961, como Hyperprism entre 1922 e 1923, Octandre em 1923, Ionisation em 1931, Ecuatorial em 1934 e Déserts em 1954.

 

A obra “Amériques”

“Amériques” é uma obra que foi escrita entre 1918 e 1921, e que foi corrigida em 1927, pelo compositor Edgard Varèse. Esta obra pede uma orquestra gigantesca. Na versão de 1921 eram necessários 155 músicos (!) e tinha uma duração de cerca de 25 minutos.

Na Casa da Música do Porto, “Amériques” está integrada no concerto da Orquestra Sinfónica do Porto que vai decorrer a 18 de janeiro, pelas 21h00 (hora de Portugal), na Sala Suggia.

O programa da Orquestra Sinfónica percorre as Américas e os compositores que beberam frequentemente das fontes populares. George Gershwin utiliza na sua “Abertura Cubana” instrumentos do folclore cubano, como as maracas e os bongós, enquanto o compositor mexicano Silvestre Revueltas inclui na textura orquestral de “Sensemayá”, a sua obra mais popular, instrumentos como clavas, maracas, raspador, cabaça e tambores, evocando os rituais pagãos das tribos indígenas.

“Amériques” de Edgard Varèse invoca um sentido de ritual urbano numa obra apoteótica. Sobre ela, Edgard Varèse afirmou: “Com ‘Amériques’ comecei a escrever a minha própria música”.

 

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