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A candidata à Presidência da República Ana Gomes criticou ontem o atual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, e também candidato, de ter marcado as eleições “muito em cima da hora”.

Para Ana Gomes, uma marcação atempada das eleições teria dado “mais tempo às autoridades para fazerem os preparativos necessários” e permitir, por exemplo, salvaguardar o voto dos emigrantes por correspondência.

“É indigno que os nossos emigrantes, a maior parte deles, não possam votar porque não foi regulado o voto por correspondência ou o voto eletrónico. Nem sequer a participação que tiveram nas legislativas podem ter agora e a responsabilidade é do professor Marcelo Rebelo de Sousa”, afirmou.

A antiga dirigente do PS – que não tem o apoio do seu partido, que deu liberdade de voto, mas do PAN e do Livre – considerou que a pandemia “prejudica e condiciona muito” os candidatos que querem fazer campanha e criticou os que se “abstêm” deste período de esclarecimento aos eleitores, concretizando estar a falar de Marcelo Rebelo de Sousa. “A estratégia de Marcelo Rebelo de Sousa é de desvalorização da campanha e das eleições, é de menosprezo dos eleitores”, acusou.

 

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