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Andebol: Miguel Martins diz que “as equipas reconhecem o poderio do Futebol Clube do Porto”

LusoJornal / António Borga LusoJornal / António Borga
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A luta continua entre o FC Porto e o Paris Saint-Germain no Grupo A da Liga dos Campeões de andebol masculino.

Os Parisienses ocupam atualmente o 4° lugar com 6 pontos em seis jogos, os mesmos pontos do que os dragões que estão na quinta posição e já realizaram 8 encontros.

Os confrontos entre as duas equipas acabaram por ser favoráveis aos Parisienses. Em Portugal o Paris Saint-Germain venceu por 31-34. Em território francês o triunfo foi mais curto para a equipa parisiense, tendo vencido por 29-28.

No fim do jogo na capital parisiense, Miguel Martins, atleta do FC Porto e internacional português, afirmou ao LusoJornal que as equipas europeias reconhecem o poderio da equipa portuense.

 

Como podemos analisar a derrota na capital francesa por 29-28?

Claro que fica um sabor amargo. Nós já demos cartas na Europa e temos vindo a praticar um excelente andebol. Acho que agora todas as equipas reconhecem o poderio do Futebol Clube do Porto. Acho que o guarda-redes deles neste jogo fez a diferença. No fim, ainda acreditamos muito porque conseguimos reduzir ao máximo, e eles ganharam apenas por um golo. Se eles tivessem falhado o último ataque, poderia ter sido diferente. Perdemos frente a uma das melhores equipas do mundo e vamos continuar a trabalhar.

 

Durante 50 minutos os Parisienses lideraram o marcador com 5 golos de vantagem, mas nos dez últimos minutos, o FC Porto quase chegava ao empate…

Acho que criámos boas oportunidades, simplesmente o guarda-redes deles esteve num dia ‘sim’. Conseguiu fazer excelentes defesas. Acho que foi por aí a maior diferença. Depois no 7 contra 6 conseguimos criar excelentes oportunidades e conseguimos marcar. Na defesa estivemos mais ativos e conseguimos defender, fazendo golos de contra-ataque. Fica um amargo de boca porque no fim não conseguimos marcar esse golo do empate.

 

O FC Porto jogou vários minutos num sistema de 7 contra 6, saindo o guarda-redes. É uma tática recorrente na equipa portista?

Já temos vindo a trabalhar isso há alguns anos com o Magnus [ndr: Treinador do FC Porto]. Várias equipas apontam-nos como uma das melhores equipas a jogar a sete contra seis no mundo. O Paris no Porto também ganhou com esse modelo, portanto também o sabe fazer. É continuar a trabalhar e melhorar os níveis de eficácia.

 

Dois jogos, duas derrotas frente ao Paris…

A equipa do Paris Saint-Germain é uma equipa com muito investimento, tem muitos dos melhores jogadores do mundo. Agora o Futebol Clube do Porto fez um trabalho incrível e nós acreditamos dentro do grupo que podemos ganhar a qualquer equipa na Europa. Esse foi o ponto de viragem da nossa equipa, acreditar que podemos ganhar. Vir aqui perder por um ponto frente ao PSG, deixa um amargo de boca, e isso já é bom para nós enquanto equipa.

 

O que podemos esperar do FC Porto na Liga dos Campeões?

Nós vamos jogo a jogo, queremos ganhar todos os jogos. Agora é preparar o próximo, não vale a pena pensar noutra coisa. Vamos analisar este jogo, ver as coisas que correram menos bem e tentar melhorar já no próximo jogo. Vamos tentar ganhar todos os jogos.

 

Há muitas equipas com jogos em atraso neste Grupo A…

Com a situação que o mundo vive, isto da Covid, não é fácil, há muitos jogos adiados. Pedimos às pessoas que se protejam para que continue o andebol profissional para que isto não acabe, é o mais importante. Sobre os futuros jogos, é olhar para eles e tentar vencer.

 

Como é jogar sem o apoio dos adeptos?

Na minha opinião não é bom porque eu gosto sempre de jogar com público, seja contra ou a favor. Claro que jogar com os nossos adeptos no Dragão Caixa é muito bom porque são um jogador extra, mas vir aqui e não haver público, não é bom na minha opinião. Eu gosto que haja público.

 

Como se tem sentido o Miguel nesta temporada?

Tenho me sentido muito bem, acho que a equipa está em excelente forma e isso é o mais importante. Depois a mim, individualmente, também me tem corrido bem. Mas o mais importante será sempre a equipa.

 

No que diz respeito à Seleção portuguesa, as expectativas estão cada vez mais altas e as outras nações começam a temer Portugal…

Isso é importante para Portugal ser valorizado. Acho também que é importante realçar o trabalho do Futebol Clube do Porto neste ponto porque tem muitos jogadores na Seleção. Na última convocatória demos onze jogadores à Seleção. Conseguimos derrotar a França duas vezes e é bom ver que eles começam a temer a nossa Seleção. Queremos continuar nessa senda e que todas as seleções temam a nossa.

 

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