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Pedro Portela, andebolista português que atua no Tremblay em França, foi o grande protagonista no triunfo de Portugal por 27-24 frente à Bósnia-Herzegovina com dez golos apontados, num jogo a contar para a segunda jornada do Grupo D no Campeonato da Europa de andebol que decorre na Noruega. Com este triunfo, Portugal alcançou o apuramento visto que no outro encontro, a França perdeu frente à Noruega.

No fim do jogo frente à Bósnia-Herzegovina, Pedro Portela estava satisfeito com o triunfo mas lembrou que os Bósnios têm um excelente guarda-redes: «A Bósnia tem um excelente guarda-redes, mas conseguimos encontrar forma de o superar. Na primeira parte, precipitámo-nos um bocadinho em alguns ataques, mas já chegamos ao intervalo a vencer. Na segunda parte, foi um jogo renhido, mas depois passámos a defender melhor, como gostamos, e a criar dificuldades ao ‘sete contra seis’ da Bósnia e isso deu para marcar vários golos fáceis, sem guarda-redes. Depois levámos o jogo assim até ao fim”, frisou.

Para o selecionador português, Paulo Pereira, esta vitória frente aos Bósnios confirmou que o triunfo frente à França não foi apenas ‘fruto de um momento bom’: “Conhecemos a mentalidade dos jogadores e do treinador da Bósnia: são lutadores, tentam fazer o seu melhor, mas demos uma boa resposta. Na primeira parte, jogámos como estava estabelecido. Depois, mais uma vez, demonstrámos capacidade de reação nos maus momentos. É o que se vai aprendendo a este nível de competição. Não é possível fazer um jogo 100% brilhante. Tenho que ter atletas o mais frescos possível [ndr: até ao fim de semana de conclusão do torneio]. Se calhar estamos a ser loucos e demasiado ambiciosos, mas não podemos ter outro pensamento. O céu é o limite, mas estão aqui seleções fortíssimas e gente que tem muitos anos disto e nós ainda não temos. Estamos a aprender e, para já, temos duas em duas [vitórias]. O próximo objetivo é melhorar o sétimo lugar [ndr: melhor resultado de Portugal no Campeonato da Europa de andebol]. Hoje, foi um jogo muito importante, para que não existissem dúvidas sobre se o primeiro [ndr: vitória sobre a França] foi fruto apenas de um momento bom. Nunca ninguém tremeu e isso é que é importante. Se nos mantivermos tranquilos e mantivermos as nossas ideias isso pode levar-nos longe», sublinhou técnico português.

 

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