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As mesas de voto para as eleições gerais angolanas abriram esta manhã, a partir das 8h00 na Embaixada de Angola, em Paris, e encerrarão às 18h00.

Do total de 14.399 milhões de eleitores, que poderão votar, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América.

A oposição tem criticado a transparência do processo eleitoral, acusando o partido governamental, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), de o instrumentalizar e colocar em causa a transparência.

As “medidas de prevenção” e segurança, de acordo com uma diretiva do Ministério do Interior angolano, vão vigorar até 01 de setembro, em que está prevista a “tomada de posse dos membros eleitos”.

Além do MPLA, concorre a União Nacional para a Independência de Angola (UNITA), maior partido da oposição, com quem deverá partilhar a esmagadora maioria dos 220 lugares da Assembleia Nacional e, segundo a Constituição, os dois primeiros da lista nacional do partido mais votado serão, automaticamente, Presidente e vice-presidente do país.

O MPLA indica João Lourenço (candidato à reeleição) e Esperança Costa, para Presidente e vice-Presidente do país. Já a UNITA indica o seu líder Adalberto Costa Júnior e, como número dois, Abel Chivukuvuku, fundador e antigo líder da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), o terceiro partido com mais assentos parlamentares.

Além do MPLA e da UNITA, concorrem mais seis formações políticas: CASA-CE, Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Partido de Renovação Social (PRS), Aliança Patriótica Nacional (APN), Partido Humanista de Angola (PHA) e Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-Njango).

O Consulado Geral de Angola em Paris estará encerrado ao público esta quarta-feira “para que todos os Angolanos da Diáspora possam exercer o seu direito de voto, de acordo com a legislação em vigor em Angola”, mas, no entanto, estará assegurado um serviço de atendimento, das 8h00 às 18h00 “para os utentes que necessitem de levantar o Bilhete de Identidade para votar”.

 

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