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Depois de 14 anos em França, Samuel Martins e Sílvia Martins, os Pastores da Igreja protestante de cariz evangélica em língua portuguesa – Assembleia de Deus de Paris – regressaram a Portugal, com as duas filhas.

“Após 14 anos ao serviço da Comunidade Cristã Protestante em língua portuguesa voltámos para Portugal onde vamos ser Pastores da Igreja em Algés” anunciaram ao LusoJornal.

A Assembleia de Deus de Paris vai comemorar em outubro 55 anos de presença em França. E Samuel e Sílvia Martins já colaboravam com uma igreja em Almada antes de virem para Paris.

Aliás, o Pastor, que já começou o mistério da igreja há 23 anos, considera que a vinda para Paris “foi uma aventura” e explicou numa entrevista ao LusoJornal há dois anos, que “este tipo de comunidades tem particularidades próprias. Temos pessoas de todas as regiões de Portugal, de norte a sul, depois temos gente de comunidades africanas que têm um ritmo de adoração muito diferente, até temos algumas pessoas de língua castelhana que se integraram na comunidade. Então é uma aventura, num país diferente, com língua diferente, com leis diferentes, foi muito interessante”.

“Foi um desafio muito grande, porque é uma igreja com uma certa história e até então todos os Pastores tinham mais de 50 anos e nós nem 30 anos tínhamos. Por isso foi um desafio muito grande” completa Sílvia Martins.

O casal ficou cá 14 anos. “As nossas filhas já nasceram cá e estamos completamente integrados” diz Sílvia Martins, mas o marido acrescenta que “ao fim de tantos anos ainda estamos a aprender algumas coisas e essa é a riqueza das comunidades de língua portuguesa espalhadas pelo mundo”.

No dia 25 de julho de 1971 foi oficialmente inaugurado um edifício construído num terreno alugado em Carrefour Pleyel, em Saint Denis. Mais tarde, a igreja passou para Saint Ouen, agora funcionava num hangar provisório nas portas de Paris, enquanto não inaugura um novo espaço em Bobigny.

“Nós partimos mas a obra continua e deixámos pronta a nova sede da Cristo Vive Assembleia de Deus que, devido à situação de Covid-19, não pudemos inaugurar. Quando esta situação acalmar, realizar-se-á esta inauguração” prometeu Sílvia Martins ao LusoJornal.

 

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