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Entre os dias 4 e 7 de maio, o Departamento de Estágios e Emprego (DSE) da associação Cap Magellan, organizou o seu habitual Fórum de Emprego, este ano com uma parte importante realizada virtualmente, mas, mesmo assim, com uma presença no Consulado Geral de Portugal em Paris, no quadro de um apoio do Instituto português de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Fundada em 1991, a associação Cap Magellan criou em 1993 o Departamento de estágios e emprego (DSE) e “em 1998 estabelecemos um Protocolo com o IEFP que nos dá a legitimidade de podermos acompanhar os jovens na procura de emprego” explicou ao LusoJornal Joana Carneiro, Responsável da área Rede e Eventos na Cap Magellan, uma das três colaboradoras da associação que esteve na semana passada no Consulado português.

O objetivo inicial era o de ajudar os jovens lusodescendentes a encontrar emprego em Portugal. “Mas tendo em conta a crise de 2008, temos agora três realidades mais amplas: continuamos a acompanhar os lusodescendentes de França que querem instalar-se em Portugal, mas também acompanhamos os jovens portugueses que querem instalar-se em França. E também, claramente, acompanhamos aqueles que estão em França e querem continuar em França”.

Este foi um ano particular. Dadas as medidas sanitárias, havia pouca gente no Consulado Geral de Portugal e quem lá foi, teve de fazer uma marcação prévia, mas Joana Carneiro garante que a associação “recebe mais de 2.000 currículos por ano e mais de 300 propostas de emprego dos nossos parceiros”.

“Nós ajudámos as pessoas que procuram emprego, podem ser jovens ou menos jovens, a fazer os currículos em adequação com as competências deles e a fazer as cartas de motivação” explica por seu lado Mariline Salgueiro, a Responsável pelo Departamento de Estágios e Emprego da Cap Magellan. “Depois tentamos encontrar empresas que procurem aquele tipo de perfil”.

Mas a ajuda da Cap Magellan vai mais longe. “Também ajudamos a preparar a entrevista de emprego, para que eles estejam mais à vontade neste primeiro contacto com a empresa”. Depois de entregarem os currículos à empresa, esta faz um “recrutamento clássico” já sem a intervenção da Cap Magellan. “Somos uma espécie de Gabinete de recrutamento” diz ao LusoJornal Mariline Salgueiro.

Durante o dia passaram pelo Consulado “pessoas que foram formadas, por exemplo, em contabilidade e desde que vieram instalar-se em França têm experiências diversas, que requerem menos qualificação do que a que possuem” e a associação ajuda-os a procurar empregos mais adequados com a sua própria formação.

Há apenas um mês que Amélia Carvalho é voluntária na Cap Magellan. Trabalha em recursos humanos no aeroporto de Orly e decidiu pôr as suas próprias competências nesta área ao serviço dos lusodescendentes. “É muito importante este serviço da Cap Magellan porque em França há muitos portugueses à procura de emprego e gostavam de manter esta ligação com Portugal. Ora, nós estamos em relação com empresas dos dois países” diz ao LusoJornal.

Amélia Carvalho salienta também o facto da associação ajudar muitos jovens a procurarem estágios. “São jovens que estão atualmente a tirar mestrado e licenciatura e que estão à procura de um estágio ou de um complemento, por exemplo em serviço cívico” completa Joana Carneiro.

Para além de manter esta presença anual no Consulado Geral de Portugal em Paris, a Cap Magellan organiza também ações descentralizadas noutros postos consulares em França, mas este ano apenas mantiveram esta operação na capital. “A grande novidade que a Covid nos trouxe foi a de, efetivamente, podermos adaptar tudo ao digital e sem dúvida que o facto de alguém não ter que se deslocar a um lugar qualquer e fazer as coisas desde casa, é uma ideia mais aliciante” diz Joana Carneiro.

Esta ajuda da Cap Magellan não tem custos “nem para as empresas que queiram colocar as ofertas de trabalho, nem para aqueles que procuram emprego” garante Joana Carneiro.

 

Infos: 01.79.35.11.00

dse@capmagellan.org

 

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