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Jean Paul Luis Pires é o Presidente da Associação Estrelas do Gond Pontouvre, na Charente, e nesta entrevista ao LusoJornal traduz o clima de incerteza que se vive atualmente nas associações portuguesas de França.

Há uma grande vontade de voltar às atividades, mas toda a gente sabe que as atividades vão ter de ser diferentes. A grande dúvida é saber como vão reagir os associados.

 

Qual o impacto da pandemia de Covid-19 para a associação?

O impacto no seio da nossa associação foi bastante sentido, visto termos previsto várias organizações importantes durante este período, como a vinda de um artista bastante conhecido da Comunidade portuguesa, uma Feira portuguesa e o nosso tradicional Festival de folclore anual com a vinda também de um rancho folclórico diretamente de Portugal. Tivemos também de anular alguns jantares dançantes, igualmente as nossas saídas para participar em festivais foram anuladas, nomeadamente Le Havre, Bordeaux, Paris e Orléans.

 

Este confinamento trouxe problemas financeiros para a associação?

Com esta situação complicada para todos, gerou-se naturalmente alguns problemas financeiros na nossa associação, devido aos nossos eventos anulados por força maior… a perda financeira ronda os 3.000 euros. Nenhum problema a salientar a não ser o nosso stock e algumas datas de validade, vamos ter que recomeçar tudo de novo quando seja permitido de o fazer… talvez a partir de setembro.

 

Quando espera que a associação volte às atividades?

Desejamos recomeçar os nossos ensaios do rancho o mais depressa possível, já estamos a acordar entre todos para que isso seja possível em setembro. Para o programa de futuros eventos, vamos ter de esperar pela eleição do novo Presidente da associação, a realizar em julho de 2020. Mas possivelmente a vinda surpresa de um artista conhecido ficará para o início de 2021.

 

Acha que o público vai continuar a frequentar as associações?

Efetivamente esta situação é assustadora para todos. Ultimamente tínhamos cada vez mais pessoas a participar nos nossos eventos, e tudo pode mudar negativamente. Somos uma associação bem vista na região e muita gente participa sempre nas festas que organizamos. Possivelmente vamos ter de organizar mais eventos ao ar livre, devido à situação gerada.

 

As associações que servem refeições vão poder continuar a fazê-lo?

Não poderemos organizar jantares dançantes sem aguardar as ordens das autoridades competentes.

 

Depois da pandemia, o que pode mudar no movimento associativo português?

Na minha opinião, depois do Covid-19, muita coisa vai ter de ser reestruturada e pensada a nível associativo. Haverá por algum tempo o receio das pessoas saírem e divertirem-se como foi até aqui, infelizmente. Todos têm falta de se divertir para esquecer um pouco toda esta situação, haverá sempre alguns mais corajosos, mas depois o problema é organizar dentro de uma sala, especialmente nas mesas… vai ser complicado… Cada vez estamos mais receosos a preocupados para saber como vão reagir ao anúncio dos nossos próximos eventos, especialmente os jantares dançantes e o Festival de folclore.

 

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