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A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, passou por Paris e pela cidade de Gentilly nos arredores da capital francesa, participando em três eventos bem distintos. O primeiro foi a apresentação da candidatura da Lusodescendente Mélissa da Silva para o círculo da Europa.

A Presidente do Partido político português também esteve na ‘Foire de Paris’ e por fim esteve presente no Jantar de beneficência organizado pelo Fiel Amigo do Bacalhau, para obras na Igreja de Gentilly que para Assunção Cristas “foi confiada aos Portugueses e tem de ser preservada também por esta Comunidade”.

Em entrevista ao LusoJornal, Assunção Cristas abordou a candidatura a Mélissa da Silva e lembrou as ideias defendidas pelo CDS-PP.

 

Esta visita à cidade parisiense teve como principal destaque a apresentação da candidatura de Mélissa da Silva?

A presença em Paris foi para lançar a nossa grande candidata já para as Legislativas, cabeça-de-lista pelo CDS para o círculo da Europa. É uma jovem da Comunidade portuguesa de França, Mélissa da Silva, que é empreendedora e cheia de criatividade, bem como cheia de força! Ela aceitou o convite para estar connosco e eu noto que é a primeira vez que temos um candidato, neste caso uma candidata, que é da Comunidade, que está fora do país e que nasceu aqui em Paris, os pais é que vieram para França. Ela sente-se muito Portuguesa e tem uma grande vontade de servir todos os Portugueses na Europa, fora do nosso território. Revejo-me na expressão do Presidente da República que diz que Portugal não é só onde estamos, mas onde há um Português, é um país espiritual e portanto faz parte desta Comunidade, deste Portugal espiritual. E queremos que ela seja a voz da Europa em Lisboa, e isso é muito importante. A Mélissa não só é a nossa cabeça-de-lista para o círculo da Europa para as Legislativas, para o Parlamento Nacional, como também integra a lista do CDS para as Eleições Europeias. Essa eleição, também muito importante, onde o nosso cabeça-de-lista é o Nuno Melo. Ela poderá também fazer canalizar as preocupações dos Portugueses para o nosso candidato. Estamos muito empenhados, muito felizes com esta escolha. A Mélissa tem a cabeça muito bem arrumada. Nas conversas que vou tendo com ela, já temos prioridades de preocupações que são várias, desde as questões da livre circulação de pessoas e de bens, às questões da fiscalidade em relação por exemplo aos automóveis e não só, bem como a atração dos emigrantes para voltarem a Portugal com um estatuto fiscal mais diferenciado… Tudo isso são questões sinalizadas pela Mélissa e acho que vamos dar toda a atenção, sobretudo porque me revejo muito no que ela diz: a primeira questão e a mais importante é a questão identitária, e nós queremos de facto atacar essa questão, porque Portugal é muito mais vasto do que os 10 milhões que lá vivem. Portugal está espalhado pelo mundo, somos quase 15 milhões e nós queremos dar voz a todos esses Portugueses.

 

Como surgiu a escolha da Mélissa?

A escolha foi feita através de pessoas que conhecíamos aqui em França, e desde logo o nosso antigo candidato e mandatário da candidatura da Mélissa, Isaías Afonso. E a nossa preocupação era ter alguém da Comunidade e também sangue novo, porque temos a preocupação de conjugar a experiência com a novidade. Daí ter aparecido o nome da Mélissa. Gostei muito porque ando sempre à procura de mulheres para desafiá-las para a política e foi um bom desafio. A Mélissa está muito motivada e fez um grande discurso em Gentilly de lançamento da candidatura e acho que estamos num bom caminho.

 

Quais são os objetivos para as Europeias?

O nosso objetivo para as Europeias é sermos a voz de Portugal na Europa, a voz dos Portugueses em Bruxelas. O que esperamos é aumentar a nossa representação. Neste momento temos um único Eurodeputado e queremos duplicar, passar de um para dois, é o nosso objetivo mínimo. Temos uma voz muito própria de defesa forte da Europa e da União Europeia. E por isso é uma voz de exigência. Quer dizer batalhar na Europa pelos interesses de Portugal porque há questões que ficam para trás e que nós temos de ser a voz dessas questões. A minha missão enquanto líder do CDS é garantir que nós apresentamos um projeto entusiasmante, mobilizador e com ambição. Por isso eu digo que aqueles que partiram de Portugal para procurar uma vida melhor, a mim inspiram-me porque são pessoas com ambição e que não se contentaram com o ‘pouco’. Saíram da zona de conforto por necessidade ou por opção, mas arriscaram para ter uma vida melhor. Essas pessoas inspiram-me muito. O nosso país precisa de ter ambição e precisamos de trabalhar todos juntos para termos uma vida melhor. É por isso que a nossa prioridade atual é baixar os impostos porque nunca pagamos tantos impostos. Se não baixamos os impostos para as empresas e para as pessoas, não vamos conseguir atrair investimento e criar riqueza. Acho que o nosso país pode liderar em várias áreas, como o mar, a tecnologia… E temos de criar condições para as empresas poderem trabalhar e para cada um de nós poder concretizar o seu projeto de vida. Temos projetos ambiciosos. O nosso país é grande. Quero que os emigrantes se sintam Portugueses e se sintam orgulhosos de dizer que são Portugueses, provenientes de uma grande e belo país.

 

E quais são as expetativas para as Eleições Legislativas?

Crescer o mais que pudermos. Mostrar que somos a alternativa a uma Governação da Esquerda, de António Costa e das Esquerdas unidas. Somos a única alternativa possível para quem é de Direita em Portugal. Somos uma alternativa da Direita democrática, da Direita dos valores, da Direita do humanismo, do personalismo, que defende muito o que não é defendido em muitos lados. Defendemos que as pessoas devem poder concretizar os seus sonhos de vida, com liberdade económica, sem ser o Estado a estrangulá-las, baixando os impostos, criando condições para constituir as suas famílias, para apoiarem os seus idosos. Tudo isso são preocupações centrais no CDS e entendemos que nestes, quase, quatro anos de oposição, tem sido uma oposição sempre firme e construtiva. Por cada crítica que fazemos, nós apresentamos as nossas alternativas. Queremos puxar pelo país.

 

Tem uma mensagem para os Lusodescedentes e os Portugueses de França?

Quero dizer-lhes que tem interesse votar em Portugal, eles fazem parte de Portugal, que nós olhamos para o país neste conjunto muito grande que são os Portugueses em todo o mundo. Nós gostamos de ter a voz deles em Portugal. Eu gostava muito de ter a voz da Mélissa, ela que está em contacto direto porque pertence à Comunidade de Paris, e será sem dúvidas a voz dos Portugueses, que estão fora de Portugal e que estão na Europa, em Lisboa no nosso Parlamento. Aliás é por isso que queremos uma simplificação para que um maior número de pessoas possa votar e não achem que é complicado. O nosso país também é feito dos emigrantes e dos lusodescendentes com as suas forças e as suas ideias.

 

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