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Gil Manuel Morgado dos Santos é neto do soldado António dos Santos Pereira, que participou na I Guerra mundial, em França, e que lhe deixou um manuscrito, em forma de diário de guerra.

Nesta entrevista ao LusoJornal conduzida por António Marrucho, Gil Santos está vestido com farda militar do Corpo Expedicionário Português e acaba por encarnar a personagem do avô, contando, na primeira pessoa, como veio participar na I Guerra mundial, na Flandres francesa, como era a vida nas trincheiras, como foi a Batalha de La Lys, que começou a 9 de abril de 1918, e como acabou por ter sido feito prisioneiro pelos Alemães, tendo passado por alguns campos de concentração, até chegar a Copenhaga, antes de regressar a Chaves.

Gil Santos, professor de economia, tem uma apresentação pedagógica que costuma fazer em escolas ou em conferências e já editou, em livro, o manuscrito do avô – “A saga de um combatente na I Guerra mundial – De Chaves a Copenhaga” – onde se lê: “Da calma medieval do Portugal profundo, para o terror da guerra na Flandres, foram enviados homens simples, enganados, cujas vidas mudariam para sempre. A ferro e fogo, fustigados pelo frio, pela fome e pela doença, mas sobretudo pela metralha, viveram momentos únicos – terríveis – no abrigo, no hospital de campanha, no cativeiro e na trincha”.

 

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