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Bruxelas: VI Festival Lusófono homenageou a mulher de antigamente com participação de dois grupos de França

LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes LusoJornal / António Fernandes

E já vai na sexta edição! Anunciado, foi devidamente preparado o VI Festival Lusófono, que prestou, com elevação, entusiasta homenagem à mulher de antigamente e por ela, todas as mulheres do nosso tempo, em vésperas do Dia Internacional que lhes é dedicado anualmente. Um tema digno e dignificante em relação à mulher, que ocupa consagrada missão na família, na sociedade, nas lides domésticas e também nos movimentos sociais/culturais, com destaque para o associativismo e outros, agrupamentos de folclore, onde empresta o melhor se si, numa dedicação necessária, única, imprescindível. Foi por isso mesmo, muito feliz a ideia desse preito, justo e oportuno.

O Centro Lumen, muito próximo da mítica Place Flagey, voltou a ser o local escolhido para a realização de mais uma grande noite de folclore, uma iniciativa do Grupo Etnográfico O Ribatejo, que acolheu, de forma superior, os quatro grupos convidados, com uma soberba variedade cultural. Depois da sua atuação, pela qual se deu início ao Festival, seguiram-se os restantes grupos, em ordem preestabelecida.

Assim dava entrada em palco o Grupo Etnográfico da Casa da Barca, de Lyon. Atuaram com brio e paixão, oriundos de uma região rica em folclore, traje, etnografia, usos e costumes. Primam pelo rigor, no trajar e na disciplina. As suas danças despertaram curiosidade, tão expressivas são; na Cana Verde picada, numa Chula batida, ou no rodopiar do Vira da Eira. Ao toque estridente da concertina demonstraram particular vivacidade nos movimentos, com a intensidade da paixão pelo que fazem em palco. Arrebataram, assim, a simpatia do público, que os aplaudiu efusivamente! Houve emoção partilhada e alegria, que só a dedicação a esta causa pode dar. Gente dedicada às causas da etnografia, do folclore, dos usos e costumes; um orgulho e uma grande responsabilidade. Em Bruxelas deixaram a marca de Ponte da Barca, onde já se realizaram as 24h00 a dançar o Vira!

Atuou de seguida o Rancho Folclórico e Etnográfico As Cantarinhas de La Queue-en-Brie, nos arredores de Paris, em representação do folclore da Alta Estremadura, no início do século XX. Vindos de Paris deixaram uma grande mensagem de preferência e aptidão, de gosto e de paixão pelo traje, o folclore, a etnografia, de uma região rica em história e cultura popular; mereceram bem os aplausos que lhes foram dados, com entusiasmo. Excelente prestação, que enriqueceu e marcou, este grande encontro de Folclore, em Bruxelas, capital da Europa.

A surpresa da noite aconteceu, quando o Grupo do Centro Cultural Sartañani, entrou em palco, com a música, a dança, a arte e a cultura Boliviana emprestando ao Festival, as cores da diversidade e beleza do folclore, daquele país! Integrar outros grupos é abrir horizontes a outras formas de estar e de viver. Excelente iniciativa, do grupo anfitrião, que exalta e promove a universalidade do folclore, dos usos e dos costumes; foi, de facto, um momento de felicidade, também para aquela simpática comunidade Boliviana, em Bruxelas.

A noite terminava de forma alegre e feliz, com a atuação do Rancho Folclórico Coração Minhoto, Emaús – Bruxelas. Vizinhos e amigos de longa data estiveram muito bem, a certificar com êxito, o trabalho que realizam há, já mais de quarenta anos!

Na homenagem à mulher, tema do Festival, houve quem elevasse o pensamento a uma grande Senhora de seu nome Clarinda Antunes, exemplo maior, desta família, que só o folclore propicia. E em quem o grupo se revê, com carinho, orgulho e alegria. Senhora de mil cuidados, de entrega abnegada, de participação e delicadeza. Não é demais dizer que o Rancho lhe deve muito, talvez a própria existência, tal foi o seu empenho em determinadas alturas da história do recentemente nomeado Coração Minhoto.

Fica bem e é justo, também neste contexto, um especial agradecimento à Clarinda, amiga de longa data, de muitos anos, para não dizer quantos são! É desejo comum continuar a encontrá-la nas lides do “seu rancho”, que representa, e bem, o folclore do Alto Minho, dignificando a cultura e os valores do folclore português, em Bruxelas, mas também nos países limítrofes, onde já atuaram algumas vezes.

O VI Festival Lusófono ficou marcado por um grande sucesso! Os parabéns repartem-se por todos e são extensivos aos grupos convidados, ao magnífico público presente, aos que colaboraram anonimamente à dinâmica de grupo, à boa organização geral; ninguém ficou de fora na realização de mais um grande Festival, que marca positivamente a vida e a história de todos nós!

 

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