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O Business Development Group France-Portugal (BDGFP) é uma organização sem fins lucrativos sob a forma de uma plataforma de networking que visa a promoção e facilitação de negócios. Tem na sua base os seus associados e parceiros e intervém junto de empresas localizadas em França com interesse em investir em ou exportar para Portugal, e de empresas localizadas em Portugal com interesse em exportar para França ou em aqui estabelecer parcerias, joint-ventures ou outro tipo de relações empresariais/comerciais.

Apesar de estar sediada em Toulouse, a sua área de atuação geográfica não se limita a esta região, pretendendo ter capacidade de atuação em toda a França, tal como em todo o território português. De forma semelhante, também não será limitativa a nenhuma indústria.

Os objetivos da organização são de “promover a internacionalização e entrada no mercado francês dos nossos associados; prestar aos associados informação e apoio institucional na articulação entre o mercado francês e português; promover empresas portuguesas que pretendam investir ou exportar para França e empresas Francesas que pretendam investir ou exportar para Portugal; fomentar contactos que visam aumentar o network empresarial dos nossos associados em diversos mercados”.

O LusoJornal falou com o Presidente, Vítor Oliveira.

 

Como nasceu a organização?

Já existia um grupo informal de 140 pessoas que se reuniam ocasionalmente. No entanto, percebemos que todos juntos poderíamos ajudar mais as empresas portuguesas e o país, quer a finalizar investimentos para Portugal, quer a ajudar as empresas que estão em Portugal a terem mais capacidades, mais conhecimentos e mais informações sobre a melhor forma de estarem melhor na exportação. Podemos notar que há grandes centros de negócio na região de Toulouse e arredores como a Airbus, o mercado Saint Charles em Perpignan e a sede mundial da Total. Há um mercado grande, em diferentes setores, mas a prioridade está, nesta fase inicial, na aeronáutica, dado que cerca de 70% dos membros da associação estão ligados a esta indústria.

 

Era um desejo ser Presidente da organização?

Sou Presidente do Conselho de Administração. A ideia nasceu de várias conversas com os membros do Conselho de administração que é composto por 7 pessoas. Eu era o elemento que fazia a ligação entre todas elas e foi algo natural ser eu o Presidente. Mas estamos todos no mesmo patamar e trabalhamos todos juntos. É sem fins lucrativos, então não há nenhuma remuneração, e tem uma base de portugueses e lusodescendentes. Há dois anos que a organização foi criada e vemos como um objetivo de crescimento criarmos capacidade para ajudar as empresas portuguesas.

 

Os Portugueses têm uma presença notável na aeronáutica?

A Airbus – grande empregador da indústria aeronáutica em Europa, senão o maior – está implementada em quatro países: Reino Unido, Espanha, Alemanha e França. Em todos esses países há Portugueses que trabalham na indústria. Na região de Toulouse, estão identificados vários Portugueses, lusodescendentes e Franceses que falam português, com ligação à indústria aeronáutica – cerca de 140 pessoas. Mas certamente que haverá muitos mais, principalmente lusodescendentes. Estes são os que mais facilmente integraram a indústria, mas nos últimos anos houve uma nova geração de Portugueses que, por via de estágios, acordos bilaterais entre Universidades portuguesas e francesas, entre outras, vieram para a Airbus, empresas subcontratadas por esta e fornecedores de aeronáutica. É certo que este caminho foi possível graças à primeira geração, geração de 50, 60, 70 que marcou a França com uma boa imagem de Portugal. Isso hoje cada vez mais se nota.

 

A Airbus ainda é o maior empregador em Toulouse?

Segundo as estatísticas, o grupo Airbus (aviação comercial, defesa e espaço) tem cerca de 30 mil empregados na região de Toulouse, sendo um grande contributo no crescimento da cidade – em termos demográficos, Toulouse é a cidade com maior crescimento anual nos últimos 10 anos. De notar que o setor da saúde também emprega muito.

 

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