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O Deputado do PSD eleito pelo círculo eleitoral da Europa, Carlos Gonçalves, discursou ontem, quarta-feira 25 de abril, na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, no âmbito da discussão de relatórios sobre a integridade redatorial e o estatuto dos jornalistas.

Na sua intervenção, o Deputado português residente nos arredores de Paris, destacou que exatamente fez ontem 44 anos que a Democracia chegou a Portugal e com ela a liberdade de expressão da imprensa.

«As relações sobre a integridade redacional e sobre o estatuto dos jornalistas, que nós debatemos hoje, fazem-nos lembrar, mais uma vez, a importância para uma democracia de ter a liberdade de expressão e de informação» disse Carlos Gonçalves na sua intervenção. «Isto permite-me lembrar com uma certa emoção que hoje, no meu país, em Portugal, se comemora o 44° aniversário da chegada da Democracia, restabelecendo as liberdades fundamentais, precisamente as que estão relacionadas com a liberdade de expressão e da imprensa».

Na sua intervenção Carlos Gonçalves referiu que o mundo mediático é hoje em dia «muito móvel» estando em permanente evolução, fruto dos avanços tecnológicos e das novas formas de fazer jornalismo com o advento das redes sociais. «O mundo mediático está em plena e rápida evolução. Temos hoje um espetro mediático cada vez mais numérico e cada vez mais móvel. Nunca anteriormente os avanços tecnológicos afetaram tanto a forma de fazer jornalismo» disse na sua intervenção.

Ao mesmo tempo considerou que os jornalistas estão, em alguns casos, mais ameaçados e que em alguns países as suas liberdades são inclusivamente postas em causa. Como tal, defendeu que é importante que as sociedades consigam defender a integridade e independência dos jornalistas como base dos regimes democráticos.

«Hoje, cada vez mais pessoas têm acesso à informação através dos medias online e utilizam as redes sociais para encontrar as informações que procuram. Temos um novo espetro mediático, mas também temos um novo modelo de financiamento, com novos atores e novos desafios. Para além disso, cada vez mais jornalistas são ameaçados e em certos Estados, as suas liberdades são postas em causa todos os dias».

Carlos Gonçalves disse ainda que «É necessário garantir a integridade redacional, a transparência e sobretudo garantir aos jornalistas o direito de trabalhar sem estar sujeito a ameaças, quaisqueres que sejam. Isto é fundamental para a implantação do direito à liberdade de expressão e de informação».

O Deputado português considera que «as nossas sociedades e os nossos Estados devem criar, e sobretudo preservar, as condições necessárias para garantir os direitos fundamentais».

Diz ainda que «temos de proteger os profissionais dos medias e para isso é necessário que os diferentes países, as organizações internacionais e também os medias tomem as medidas necessárias para limitar os riscos que incorrem aos jornalistas».

«Nestes relatórios são lançadas várias pistas que tomam em consideração a evolução tecnológica e económica, mas também a urgência de uma tomada de consciência coletiva» disse Carlos Gonçalves. «É necessário que os medias possam ler livres para investigar, informar e publicar sem contrapartidas. Uma verdadeira democracia é aquela que respeita este direito fundamental. Um direito que comporta deveres, mas também um direito que faz apelo à responsabilidade. É este equilibrio que nos engrandece e que dá forma à Democracia».

 

 

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