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Um jantar de solidariedade vai ser organizado a 23 de março, em Champigny, para apoiar Tânia Lopes, e os fundos recolhidos serão enviados para Portugal para ajudar esta mulher de 29 anos.

Tânia Lopes mora em Pombal (Vale Perneto) e, após uma operação para remover um tumor cerebral, deixou de falar, de andar, está agora dependente dos pais e do marido.

Várias pessoas se mobilizaram, entre elas Irène de Oliveira Carmo e Fátima Coimbra. Foram elas que decidiram organizar este jantar de solidariedade para recolha de fundos em França.

Uma ideia que partiu de Champigny, que passou por Pombal, por Leiria, e tem-se alargado cada vez mais à região parisiense, e a toda a França, bem como ao território português, onde várias pessoas já se manifestaram para ajudar Tânia Lopes.

Recorde-se que os tratamentos de fisioterapia são longos e pouco ou nada suportados pela Segurança Social em Portugal.

O LusoJornal falou com Irène de Oliveira Carmo sobre esta iniciativa, ela que encontrou Tânia Lopes no passado fim-de-semana.

 

A Tânia não pode estar presente neste jantar de solidariedade?

Ela não pode viajar. Se ela pudesse viajar, estaria presente a 23 de março. Mas é impossível. Ela tem enormes dificuldades. O tumor foi em 2015. Ela foi hospitalizada e disseram-lhe que era para escolher entre a vida e a morte. A situação era muito, muito grave. Ela foi operada e ficou um ano no hospital. Ela não falava, não via, não andava, não sabia nada. Tinha perdido tudo. Durante um ano recuperou um pouco, e agora está em casa, recebendo tratamentos em Portugal claro. Ela está a ser tratada individualmente. Já vê, mas a vista ainda foge um pouco. Já fala, mas tem que fazer um esforço muito grande para termos uma conversa. A reeducação é em todo o corpo. Recuperou vista, um pouco da linguagem, mas ainda há muito trabalho pela frente. No entanto ainda não anda, ela consegue pôr-se de pé, mas não consegue andar. A recuperação vai ser ainda muito longa, com tratamentos diários. Neste momento ela depende da mãe e do marido, e das pessoas que a ajudam.

 

Quantas pessoas já reservaram para o jantar?

140 pessoas já reservaram para o jantar de solidariedade. A participação de todos, e dos meios de comunicação, é importante para ajudar a Tânia. O restaurante pode receber 300 ou 400 pessoas, é um restaurante muito grande. Há espaço. Há um grupo que vai atuar gratuitamente, o ‘100 Limit’. Espero também que a Senhora Presidente da Junta da Freguesia de Abiul, Dra. Sandra Barros, e a Assistente Social, Inês Ponte, possam estar presentes para testemunhar das dificuldades da Tânia e serem a voz da Tânia nesse jantar. Espero que as pessoas possam vir ao evento.

 

Como conheceu a situação da Tânia?

Soube da situação falando com a Fátima Coimbra e a Elisabeth Oliveira. Depois tentei encontrar mais informação, liguei para Portugal para conhecer a situação real da Tânia. Foi por isso que também quis deslocar-se a Portugal para encontrar a Tânia. Queria estar com ela. Foi a nossa decisão realizar este Jantar de Solidariedade.

 

Jantar de solidariedade

Dia 23 de março, 20h30

Restaurante O Cumeada

34 rue Benoît Frachon

Champigny-sur-Marne (94)

 

Contactos:

Irene Oliveira: 06.13.29.25.88

Fátima Coimbra: 06.10.82.67.46

Elisabeth Oliveira: 07.53.15.02.76

 

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