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O Troyes de Rui Almeida empatou a uma bola na deslocação ao terreno do Nancy, num jogo a contar para a 18ª jornada do Campeonato francês da segunda divisão, a Ligue 2.

Um encontro que foi equilibrado durante quase todo o jogo. O Nancy conseguiu abrir o marcador, apenas, aos 52 minutos com um tento do avançado francês Malaly Dembélé. O Troyes conseguiu reagir com um golo do avançado franco-tunisino Yoann Touzghar aos 75 minutos.

A equipa de Rui Almeida, que ocupa agora o nono lugar, alcançou um empate frente a um clube que tenta escapar à descida de divisão. No entanto é mais um ponto alcançado pelo Troyes na corrida à subida. De referir que o Nancy conta com o franco-caboverdiano Danilson da Cruz na equipa.

O defesa-central luso-francês, Yohan Tavares, realizou o seu décimo segundo encontro com a camisola do Troyes, e o médio defensivo luxemburguês com origens caboverdianas, Christopher Martins Pereira, representou pela décima primeira vez a equipa francesa, enquanto o médio lusodescendente Claude Gonçalves, não foi convocado para o jogo, visto que está lesionado.

LusoJornal falou com Christopher Martins Pereira, médio de 21 anos emprestado pelo Lyon ao Troyes.

Como está a decorrer a experiência no Troyes?

Está a correr tudo bem desde que cheguei. Foram várias vitórias e apenas uma derrota. Isso é bom.

Foi a opção certa na sua carreira?

Sim porque eu preciso de jogar. Foi por isso que escolhi envergar a camisola do Troyes. Podemos dizer que está a resultar e que foi uma boa opção.

O Troyes é quase uma equipa da primeira divisão…

Sim, é um clube que está na segunda divisão mas que tem qualidade de uma equipa da primeira divisão. Aliás esse é o nosso objetivo, subir à Ligue 1.

Quais são as diferenças entre o Lyon e o Troyes?

Posso dizer que o Lyon é um clube familiar, mas é um grande clube europeu. Troyes é também um clube familiar e estamos a trabalhar para que seja uma grande equipa em França.

Como se sente na equipa?

Tenho a confiança do Treinador e isso é muito importante. É por isso que me sinto bem na equipa e bem dentro das quatro linhas.

Em Troyes, está mais próximo do Luxemburgo do que em Lyon…

Sim é verdade (risos).

Christopher, escolheu o Luxemburgo apesar de ter origens caboverdianas?

Não foi difícil escolher porque o Luxemburgo deu-me tudo. Desde pequeno joguei sempre pelo Luxemburgo, e se hoje estou onde estou, é graças ao Luxemburgo, sem dúvida nenhuma.

O Luxemburgo pode chegar a uma fase final de um Campeonato da Europa?

Isso é o que desejo e vamos fazer tudo para alcançar um apuramento.

Como é que aprendeu a falar português?

Aprendi no Luxemburgo, ouvindo as pessoas, por isso é que o meu português não é perfeito (risos). Aprendi com os meus colegas portugueses, porque há uma forte Comunidade portuguesa em território luxemburguês.

Este quarto jogo consecutivo sem derrotas, um empate frente ao Nancy a uma bola, fez com que o clube de Rui Almeida descesse na tabela classificativa da Ligue 2, passando do sétimo para o oitavo lugar com 29 pontos.

Na 19ª jornada do Campeonato francês da segunda divisão, a equipa do Treinador português, o Troyes, recebe o Clermont a 21 de dezembro, pelas 20h30.

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