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O melhor presente que se pode dar a alguém é o seu tempo! Pois dar o seu tempo é dar uma porção da vida que nunca mais vai voltar.

Tu, Mário, deste o melhor de ti a esta casa e à Comunidade portuguesa de Pontault-Combault… o teu tempo, o teu investimento, a tua dedicação.

De julho de 1975 a esta data passaram-se 46 anos, mas parece que foi ontem que “arregaçámos as mangas” em prol de uma Comunidade fragilizada que precisava do nosso apoio.

O objetivo era defender o direito dos trabalhadores portugueses que estavam a ser explorados em Roissy-en-Brie e, paralelamente, arranjar alojamento digno para as famílias que viviam em condições precárias, em barracas e sem saneamento básico.

Nesse mesmo ano, realizámos a primeira Festa Franco-Portuguesa, em tons de brincadeira, no espaço dos nossos amigos da MJC, com os quais aprendemos a fazer uma festa. Estiveram ao nosso lado desde o primeiro momento e ficaram connosco durante 10 festas. Merci à eux!

A primeira festa foi feita à volta de um assador, com o cheiro e o sabor das tradicionais sardinhas portuguesas, acompanhadas com o nosso “palhinhas” e ao som de uma bela concertina.

Porque consideramos muito importante a integração dos emigrantes portugueses no país de acolhimento, a aprendizagem da língua francesa tornava-se fundamental! Tivemos amigos voluntários para nos ensinar a dar os primeiros passos ao nível do francês.

Em 1978, com uma Câmara de Esquerda, foi possível realizar a geminação entre Pontault-Combault e Caminha. Pontault-Combault foi a primeira cidade francesa geminada com uma cidade portuguesa.

Um ano depois, em 1979, considerámos que o conhecimento da nossa língua materna – língua portuguesa – e da nossa cultura, era uma riqueza para os nossos filhos e que nos permitiria guardar, simultaneamente, o laço com o país de origem.

A concretização deste projeto deve-se ao empenho e investimento de dois grandes senhores, Mário Castilho e Joel Lopes.

Criámos depois, em 1980, a equipa de futebol do Sporting de Pontault-Combault no interior da APCS. Contudo, uns anos mais tarde, optámos por nos separar, tendo em conta as poucas verbas, de que dispúnhamos. Impôs-se uma escolha de atividades: para nós, a prioridade era o ensino da língua de Camões.

Mais tarde, surge o grupo de teatro e o grupo coral, graças ao nosso grande amigo professor Joaquim Pires, que infelizmente já não está connosco e ao qual devemos o que hoje somos, enquanto Instituto Lusófono.

Embora os cursos de português tenham começado em 1979, o Instituto Lusófono, enquanto entidade, surge dentro da APCS em 1998.

Tu, Mário Castilho, assumiste a presidência das duas entidades desde o início, de modo brilhante! De facto, com um trabalho meritório e com a tua diplomacia, abriste-nos portas fundamentais que nos permitiram dar continuidade e chegar a este patamar nos dias de hoje. Obrigado!

Como pudemos ver nesta pequena síntese, o bebé foi crescendo, apesar dos obstáculos que encontrámos pelo caminho, tentámos sempre ir mais longe e, passo a passo, fomos conseguindo até hoje, e estamos aqui para te homenagear e simultaneamente dar voz a estas duas entidades credíveis, que tanto nos enchem de orgulho: a APCS e o Instituto Lusófono.

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Continuamos a fazer viver a associação através de diferentes atividades:

  • Os cursos de português
  • Os cursos de francês
  • A grande Festa Franco-Portuguesa: a 46ª Festa Franco-Portuguesa terá lugar nos dias 4 e 5 de junho de 2022. Estão desde já convidados.
  • A permanência social
  • Eventos na sala Jacques Brel
  • Cafés-concertos no seio da APCS
  • Atuações do grupo coral
  • Concerto em parceria com a Agglo, no espaço “Les Passerelles”, com um artista lusófono, uma vez por ano
  • Jantar solidário com famílias fragilizadas – Convívio dos Reis
  • Magusto – com o objetivo de mostrar aos nossos alunos uma das nossas tradições
  • Divulgação de filmes portugueses em parceria com o Ciné Apollo de Pontault-Combault
  • Convívios mensais com jogos de tabuleiro
  • Jogo de cartas, Sueca, com os seniores
  • Atelier de pastelaria e cozinha
  • Entre outras…

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Tu, Mário, és um dos alicerces desta casa, um dos principais comandantes deste navio, tu fizeste viver este projeto, quiseste sempre ir mais além! E foste! E conseguiste!

O meu obrigado, em nome pessoal. O nosso obrigado, em nome da família APCS. O nosso obrigado, em nome de todas as famílias da Comunidade portuguesa a quem dedicaste grande parte da tua vida, o teu tempo, o melhor de ti!

 

Cipriano Rodrigues

Presidente da Associação Portuguesa Cultural e Social (APCS) de Pontault-Combault

 

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