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Cívica na inauguração da exposição “Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich” em Famalicão

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A Cívica, associação dos autarcas franceses de origem portuguesa, esteve presente na inauguração da exposição “Trabalhadores Forçados Portugueses no III Reich e os Famalicenses no Sistema Concentracionário Nazi”.

A exposição foi apresentada por Fernando Rosas e António Carvalho, membro da equipa que realizou os estudos. Esteve ainda presente Leonel Rocha, Vereador com o pelouro da educação e cultura da Câmara municipal de Famalicão.

A exposição trata do período onde os Portugueses foram sujeitos a trabalhos forçados durante o sistema concentracionário do III Reich (1939-1945). Exposição completada localmente incluindo um núcleo dedicado a Famalicenses que passaram pelo sistema nazi durante esta época.

A Cívica apoiou a iniciativa de realização da exposição para o CCB de Lisboa e facilita a deslocação da própria em França com iniciativas em torno da II Guerra mundial.

“Este tipo de iniciativa, desenvolvida em vários territórios portugueses, permite valorizar as perspetivas de cooperação entre a Associação de autarcas portugueses em França e as coletividades territoriais portuguesas” diz José Ferreira, autarca em Saint Fargeau Ponthierry e representante da Cívica neste evento. “Apreciei estar presente em nome da Cívica pelo facto da minha autarquia ser geminada com a autarquia que nos recebe. As cooperações institucionais permitem estabelecer relações estreitas entre coletividades, sendo elas em França ou em Portugal”.

A investigação internacional, liderada por Fernando Rosas, com uma equipa do IHC da Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, permitiu descobrir mais sobre os Portugueses envolvidos no recrutamento para o trabalho forçado e nos campos de concentração do III Reich. A pesquisa revelou caminhos que levam a confirmar que muitos Portugueses não ficaram indiferentes ao conflito, apesar de Portugal se ter assumido como um país neutro na II Guerra mundial.

Depois de ter sido apresentada em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, a exposição já passou por Loulé, agora está patente ao público em Vila Nova de Famalicão, até 19 de dezembro, na casa do Território, no Parque da Devesa.

 

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