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Um moçambicano de 30 anos, colaborador da organização não-governamental (ONG) francesa “Solidarités International” morreu numa emboscada de um grupo armado no norte de Moçambique.

Num comunicado enviado às redações, a “Solidarités internacional” afirmou que “está em estado de choque após o anúncio da morte de um dos seus colaboradores, vítima de um ataque de um grupo armado” no domingo numa estrada do distrito de Muidumbe em direção a Palma, na província de Cabo Delgado, uma zona afetada pela violência ‘jihadista’ há mais de cinco anos.

A província fronteiriça do norte da Tanzânia, pobre e predominantemente muçulmana, é assolada pela violência ‘jihadista’ que já causou a morte a mais de 4.400 pessoas, incluindo quase 2.000 civis desde outubro de 2017, segundo a ONG Acled, que recolhe dados nas áreas de conflito.

A violência também provocou o deslocamento de um milhão de pessoas, segundo a ONU.

A emboscada resultou em mais mortes, de acordo com a ONG, tendo o portal de notícias moçambicano Zitamar relatado um total de cinco mortes, incluindo o chefe de operações da polícia de Palma, a sua mulher e um sobrinho, assim como o trabalhador humanitário.

Este último viajava para Palma após a pausa de fim de semana desde a capital da província Pemba, quando a sua viatura foi alvejada, referiu a “Solidarités Internacional”.

Em março de 2021, um ataque mortal cuidadosamente planeado devastou a cidade portuária de Palma, com 75.000 habitantes e o megaprojeto de gás natural do grupo francês TotalEnergies, a poucos quilómetros de distância, teve de ser interrompido.

A “Solidarités International”, presente regularmente em Moçambique e de regresso desde o ano passado, estava a preparar distribuições, nomeadamente de bens alimentares, na região. “O assassinato do nosso colega e dos civis que viajam com ele choca-nos e revolta-nos”, sublinhou o Diretor da ONG, Kevin Goldberg, citado no comunicado.

 

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