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Concerto de emoção de Maria Lisboa em Deuil-la-Barre

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A cantora Maria Lisboa foi a cabeça de cartaz da Festa das Sardinhas que teve lugar no fim de semana passado em Deuil-la-Barre (95), organizada no centro da cidade pela associação Cordas e Tradição.

No sábado a festa começou no fim da tarde com rusgas e cantares ao desafio, o baile foi animado pelo agrupamento musical Kapa Negra e depois subiu então ao palco Maria Lisboa, um pouco mais tarde do que a hora prevista.

No domingo, depois da missa, à tarde houve desfile de grupos de folclore, animação pelo grupo musical Cordas Soltas e a festa acabou com a atuação da cantora Anna Torres.

Mesmo se não teve tempo para prestar declarações ao LusoJornal, o Presidente Casimiro Margarido bem podia estar contente porque o recinto estava cheio de gente, não só para dançar, mas também para comer e beber.

O momento de emoção foi mesmo a atuação de Maria Lisboa. Com palavras que tocam no coração de quem as ouve, Maria Lisboa soube falar com quem estava em Deuil-la-Barre no sábado à noite. “Foi a primeira vez que vim cantar a Deuil, mas sempre que vou cantar a algum lado é sempre como se fosse a primeira vez” disse Maria Lisboa ao LusoJornal. “Estava muita gente, as pessoas aqui são maravilhosas, são de uma ternura, de um carinho excecionais. Eu também sou assim, sou anti-vedeta, sou uma pessoa simples, que gosta de cantar, aliás só sou artista quando subo para o palco, senão sou uma pessoa como qualquer outra”.

Depois do espetáculo, Maria Lisboa foi literalmente bombardeada de afetos. “É tão bom receber este afeto, este amor, porque isto é amor. Quando uma pessoa se agarra a mim, chora e me dá beijos, isso é mesmo amor, havia de ser assim sempre, devíamos sem sempre assim uns para os outros”.

“Eu sei que há sempre pessoas que estão à minha frente, nos concertos, mas que estão em sofrimento, ou porque perderam uma mãe, ou porque estão em luta contra o cancro, eu também passei por essas fases todas, lutei contra o cancro há 7 anos, mas o sofrimento de perder um filho… foi uma verdadeira tragédia na minha vida, mas temos de continuar, temos de ter força e coragem” confessa Maria Lisboa ao LusoJornal. “Sou mãe e tenho um sofrimento às costas que ninguém pode imaginar, porque eu sou uma mulher que vive sozinha, sem estrutura familiar, a minha família são vocês”. Quando cantou a canção para o filho, houve no público quem não resistisse a deitar uma lágrima.

De chinelos, no meio do público, Maria Lisboa deixou certamente boas recordações em Deuil-la-Barre.

 

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