Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Conferência de Susana Santos Martins em Grenoble e na Universidade de Lyon 2

LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos LusoJornal / Jorge Campos

O Centro de Língua Portuguesa – Camões da Universidade Lyon 2, em Bron (69), nos arredores de Lyon, convidou a historiadora Susana Santos Martins, do Instituto de história contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, para uma conferência sobre o tema do seu doutoramento: «Exilados políticos portugueses em Marrocos e Algéria sob a ditadura portuguesa». A conferência teve lugar no anfiteatro 1 – IUT da universidade, perante os alunos de português.

«Os meus trabalhos de preparação de tese de doutoramento já foram feitos sob esta temática, e hoje faço pesquisas ainda mais aprofundadas ao nível de correspondência entre os diferentes atores deste movimento de exílio. Bases de trabalho foram criadas por eles entre Marrocos e Argélia» explicou Susana Martins.

Após a independência da Argélia, as autoridades argelinas abriram completamente a entrada a todos estes exilados portugueses, e a movimentos. Foi mesmo criada uma rádio, a ‘Rádio Liberdade’».

Susana Santos Martins falou em cerca de 50 quadros qualificados portugueses, que se movimentavam entre os dois países e para os quais pode verificar nas diferentes correspondências, como por exemplo médicos e engenheiros. «Assim se compensava o vazio criado pela partida dos ‘Pied-Noirs’ para França. Havia ainda quadros de empresas e outras profissões de elite».

A historiadora confirma que se instalaram autênticas bases de movimentos oriundos das então Colónias portuguesas, que preparavam as independências. «E isto já a partir de 1958. No meu projeto, de onde quero também editar um livro, pesquiso essencialmente a partir dos anos 61 até 74» confirmou ao LusoJornal.

«As pessoas exiladas eram de diferentes classes sociais, mas logo que fossem classificadas ‘desafetas’ ao Governo pela polícia DGS e PIDE, havia logo esta ameaça de prisão e a pressão era tal que a solução era sair de Portugal».

As pesquisas atuais de Susana Santos Martins intitulam-se «Caminhos cruzados entre a luta anti-colonial e a luta anti-facista» e em maio do próximo ano, será editado em livro a tese de doutoramento, com o título: «Exílio Argelino».

Luísa Dutra, a responsável pelo CLP Camões também levou Susana Santos Martins a Grenoble, onde repetiu a conferência com o mesmo tema na associação AMAL.

Atualmente o CLP Camões conta com cerca de 125 alunos em LEA e em LLCER. No Centro de línguas de Lyon 2, cerca de 270 estudantes aprendem o português.

 

Gostou deste artigo? Vote, participe!
Votação do Leitor 3 Votos
4.9
X