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A Conselheira Municipal da Mairie de Bordeaux, Ana Maria Torres, alertou ontem para a falta de professores de português no ensino primário no sudoeste de França, para corresponder às necessidades de cerca de dois mil filhos de emigrantes portugueses.

«A responsabilidade do ensino primário em França pertence ao Governo português e, atualmente, há cada vez menos professores de português», afirmou Ana Maria Torres, há mais de três décadas em Bordeaux, onde estão radicados mais de 18 mil portugueses, dos quais 12.000 habitam na periferia.

Ana Maria Torres, que interveio no Fórum Luso-Estudos, promovido pelo Observatório dos Lusodescendentes na Sociedade de Geografia de Lisboa, sublinhou que apenas existem dois professores de Português no ensino primário em Bordeaux.

«Era necessário seis professores de português no ensino primário para a cidade de Bordéus e os arredores, porque as crianças, filhos de emigrantes, falam muito pouco a língua de herança. Como não têm escolas para aprender a língua portuguesa, as crianças seguem o ensino em francês e perdem quase por completo o contacto com o português, que falam em casa apenas em muitos casos», notou.

A Conselheira Municipal de Alain Juppé salientou que confrontou o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, com a necessidade de reforço de docentes no ensino primário no sudoeste de França, mas referiu que «já passaram dois anos sem que o problema tenha sido resolvido».

Nessa altura, «o Secretário de Estado disse-me que não havia um número suficiente de alunos que justificasse» a colocação de mais docentes, porém «a questão é a mesma de há dois anos».

«Não se pode ensinar o português fora das escolas. Tem de ser nas escolas e com a pedagogia dos professores», sustentou.

 

 

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