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No passado dia 20 de março, a turma do 11º ano (Première) da Secção Internacional Portuguesa de Saint Germain-en-Laye (78) recebeu a visita de um convidado muito conhecido dos leitores do LusoJornal e não só.

Carlos Pereira, Diretor deste jornal e correspondente do programa “Hora dos Portugueses” da RTP, veio falar connosco sobre a sua ligação à leitura, no âmbito do projeto «Consigo Ler» do Instituto Camões. Este procura promover o gosto pela leitura, levando alguém do exterior à escola para falar com os alunos sobre um livro que tenha gostado de ler.

O conhecido jornalista começou por narrar de que forma desenvolveu o gosto de ler livros, já depois da sua chegada a França, e explicou-nos o interesse das biografias, que nos permitem conhecer melhor a personalidade biografada, mas também o contexto histórico em que viveu.

Prosseguiu com outra paixão, os livros de arte, e deu-nos a conhecer o artista Da Cruz, residente em França e que pratica o “street art”. O livro dele que nos mostrou tinha a vantagem de ser ligeiro e pequeno, o que facilita o transporte, ao contrário dos livros de arte habituais.

A conversa encaminhou-se depois para o teatro e Carlos Pereira falou-nos da sua adaptação francesa de uma peça de teatro escrita na versão original com diálogos bilingues, em inglês e português, por um autor irlandês que reside em Portugal, “Lobo-Wolf”. Depois, lamentou também que o seu projeto de teatro esteja algo adormecido, embora ele gostasse de um dia levar à cena a obra “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” do brasileiro Jorge Amado.

Para exemplificar a importância das biografias, Carlos Pereira apresentou-nos a obra “D. Teresa” de Isabel Stillwell. Este romance histórico narra a criação de Portugal, passando pela batalha de São Mamede e refere os atos de D. Afonso Henriques do ponto de vista da sua mãe, Dona Teresa. Temos, então, acesso a uma nova visão acerca do nascimento de Portugal e mais detalhes e explicações quanto à atitude e à vida desta famosa personagem feminina com quem tudo começou.

Por fim, chegámos ao objetivo da sua visita: dar-nos a conhecer o romance fictício “A filha do Capitão” de um colegar seu, o jornalista José Rodrigues dos Santos, que veio muito a propósito, já que estamos a comemorar o centenário do final da Primeira Guerra Mundial.

Destaca-se das outras obras que retratam a época por ter como personagem principal um oficial e não um soldado do CEP. Este oficial haveria de se apaixonar por uma estudante francesa chamada Agnès. No entanto, ele regressou a Portugal e acabou por ser vítima de algumas manipulações de uma senhora muito influente na sua terra. Anos mais tarde, descobriu que Agnès já morrera, mas antes tinha dado à luz uma menina… Enfim, o resumo da obra, sem incluir o final, claro, foi-nos contado com tanta convicção que nos deu uma vontade incrível de ler o romance e descobrir esta história emocionante.

Em suma, apreciámos esta visita de Carlos Pereira. Tivemos a impressão de receber uma parte da sua paixão pela literatura e sentimos que esta iniciativa enriqueceu a nossa cultura geral, satisfazendo a nossa sede de conhecimentos… momentaneamente. E a todos desejamos boas leituras!

Victória Gomes
Aluna da Secção Portuguesa do Liceu Internacional de Saint Germain-en-Laye

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