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Os grupos de baile estão na linha da frente das atividades mais afetadas pelo Coronavírus já que todos os eventos festivos foram cancelados no quadro do plano de emergência sanitário.

Abílio Fonseca é membro do conhecido Grupo Hexagone e da Banda musical 25 de Abril, e numa entrevista ao LusoJornal questiona-se como vai ser o futuro dos bailes.

 

Como está a passar este período de confinamento?

Estou em confinamento, em casa, e trabalho a meio tempo.

 

O vosso grupo teve espetáculos anulados?

Sim, tivemos muitos concertos e dos mais importantes do ano ao ar livre. Também tivemos pessoas que tiveram de adiar casamentos para o próximo ano, cujas festas eram animadas por nós. Por enquanto, com a exceção dos espetáculos marcados para o inverno de 2020 e para o próximo ano de 2021, está tudo cancelado ou à espera de resposta do Estado. Então, estamos a aproveitar estes tempos para afinar certas ideias que já tínhamos em mente, há algum tempo.

 

Está preocupado com a situação de pandemia atual?

Estou sim. Preocupado com o futuro que aí vem. Sabendo que a nossa área são as festas populares e que o povo gosta de dançar apertadinho, não acredito que usem máscaras para dançar… não sei como vai ser o futuro das nossas queridas e tão procuradas festas populares.

 

Quando a pandemia passar, o que espera do “novo mundo” que há de vir?

Penso que esta quimera de “novo mundo” não durará muito tempo e que o ser humano voltará às suas patetices políticas e loucuras de consumismo como “antes”. Só espero que tenha servido de aviso, que não somos grande coisa frente à natureza e temos de ficar humildes e agradecer a Deus de ter sobrevivido a este desastre sanitário.

 

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