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A Associação Culture Portugaise & Rosa dos Ventos (ACPRV) distribuiu este sábado cerca de mil máscaras laváveis entre os seus membros e pessoas mais frágeis de forma a assinalar a “Revolução dos cravos” em França.

“Aproveitamos o dia 25 de abril, onde se festeja normalmente a liberdade, para dar uma liberdade suplementar, seja pelo menos um alívio de espírito, a membros da associação e pessoas mais vulneráveis. Preparamos assim a próxima fase da liberdade que esperamos voltar a ter”, afirmou Paulo Marques, presidente da ACPRV, em declarações à Lusa.

A associação está situada em Aulnay-sous-Bois (93), na região parisiense, uma das regiões mais afetadas pela pandemia provocada pelo novo Coronavírus em França.

As mil máscaras que foram distribuídas no sábado vêm de Portugal e respondem às preocupações da Comunidade nesta região francesa. “Há dias que os ‘media’ só falam de máscaras e as pessoas estão a ficar preocupadas porque não têm máscaras. É um receio suplementar, então decidimos comprar máscaras em Portugal, permitir às empresas portuguesas de exportar o material que têm e aliviar este momento de apreensão sobre o fim do confinamento no dia 11 de maio”, indicou o dirigente associativo.

A distribuição foi feita casa a casa e sem qualquer tipo de contacto de proximidade, respeitando assim as regras de quarentena em vigor em França.

Segundo Paulo Marques, o maior receio da Comunidade é saber se “vão estar bem protegidos” quando saírem de casa no final do período de quarentena e, numa altura em que é difícil encontrar máscaras à venda nas farmácias e no comércio aberto, a distribuição de máscaras laváveis pode ser uma solução.

Para além de dirigente associativo, Paulo Marques é eleito local em Aulnay-sous-Bois e também Presidente da Civica, associação que agrupa eleitos de origem portuguesa em França, indicando que a solução de máscaras laváveis vindas de Portugal foi também já proposta a outros eleitos de origem portuguesa.

Quanto à disponibilidade de máscaras na região parisiense, Paulo Marques indicou que no início da pandemia “houve dificuldades de adquirir máscaras”, já que todo o ‘stock’, mesmo das autarquias, foi requisitado pelo Governo para reforçar os hospitais. Atualmente, as máscaras adquiridas pela própria Região vão começar a ser distribuídas à segunda linha, ou seja, ao comércio aberto durante o período da quarentena e, nas próximas semanas, ao público em geral, embora ainda não haja certezas sobre a imposição do uso de máscara no país.

 

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