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Agora aposentado, José Barros marcou com cunho pessoal a Comunidade portuguesa de França, sobretudo o seu movimento associativo. Entre muitos outros projetos, esteve relacionado com a federação de associações ACAP-77 e as suas múltiplas publicações e organizações de eventos, com a revista cultural e social Latitutes e com a Santa Casa da Misericórdia de Paris onde ainda é dirigente ativo.

Neste momento de confinamento – que apenas “furou” para ir votar na primeira volta das municipais – aproveita para refletir sobre o futuro, mesmo se considera que depois da pandemia… tudo vai continuar na mesma!

 

Como está a passar este período?

Estou a passar este período em casa, em confinamento. Comecei mesmo o meu confinamento três dias antes do Presidente decretar o seu início para o dia 17 de março, terça-feira ao meio dia, como uma espécie de treino prévio ao confinamento que previa mais longo do que os 15 dias anunciados, mas cujo período vai certamente ser prolongado! Estou pois fechado em casa, em França, e mesmo se sou eu quem tem as chaves da porta, aguentaria a disciplina de não sair. Desde então, saí apenas uma vez para votar na primeira volta nas eleições autárquicas. Não era uma necessidade absoluta, mas houve uma autorização de saída excecional e fui votar!

 

Está preocupado com a situação atual de pandemia?

Claro que quem tem um mínimo de responsabilidade de cidadão, não pode senão sentir-se preocupado com a situação de pandemia! Estou convencido da gravidade desta pandemia e a situação é preocupante. Evidentemente que devemos evitar o pânico, mas quando todo o corpo científico e médico, de todos os países, falam em uníssono que a situação é muito preocupante, não há reflexos de desconfiança que resistam!

 

Quando esta situação estiver ultrapassada o que espera do ‘novo’ mundo?

Quando a situação estiver ultrapassada? Penso que vai haver uma corrente bem forjada para puxar a que tudo recomeçar na mesma! «Metro, boulot, dodo» como se diz há muito tempo e não há meio de mudar… Vai tudo recomeçar na mesma! Vão-nos dizer que a culpa não é de ninguém, que este vírus foi uma fatalidade que não se podia evitar e que agora temos de pôr de pé a economia e avançar de braços dados sem procurar polémicas nem desunião… é preciso reconstruir tudo como estava! Ora eu penso que quando a situação estiver ultrapassada, temos de reconstruir um mundo novo, sobre alicerces firmes e robustos, um mundo mais sólido, mais justo, mais livre do peso da opulência, mais fraterno e mais solidário!

 

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