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A fadista Cláudia Costa ficou conhecida depois da sua passagem pelo programa The Voice, na televisão francesa. E foi selecionada quando cantou um Fado.

Entretanto tem feito uma carreira nesse registo musical e lançou em fevereiro deste ano, o álbum “Instinto”.

Atualmente está confinada em casa, por causa da pandemia do Covid-19, mas espera regressar ao contacto com o público já em junho.

 

Como está a viver este período de confinamento?

Estou a viver este período de confinamento em Paris, em casa, com a minha família. Não estou a trabalhar junto do público, nem a partilhar o meu canto, como gosto tanto de fazer, por razões óbvias, mas continuo a preparar as próximas atuações e futuros projetos. É sempre bom guardarmos os nossos objetivos, pensar positivo e acreditar que “isto” vai ficar bem!

 

Teve concertos anulados?

Sim, por enquanto os meus espetáculos têm sido adiados para outras datas.

 

Quando está a pensar regressar à atividade musical?

Se fosse por mim, voltava já amanhã. Mas temos de ser razoáveis. Por nós e pelos outros também. Talvez no final de junho, se a configuração mudar… Mas para já, é um dia de cada vez.

 

Tem aproveitado então para trabalhar em novos projetos?

Sim, durante este período tenho aproveitado para escrever, para criar novos projetos também, novas ideias. Mas também tenho aproveitado este momento para meditar no que realmente é essencial, no que realmente importa.

 

Está preocupada com esta pandemia?

É claro que a situação é preocupante e assustadora, não só para nós, mas também para todos os que nos são queridos. Mas tento manter a fé e a esperança que daqui a nada vai tudo acalmar… Esse é o meu lado otimista!

 

E quando tudo isto passar, o que espera do “novo mundo” que há de vir?

Quando tudo “isto” passar, espero que o “novo mundo” seja mais doce e menos duro, que as pessoas deem mais valor às pequenas coisas, que comuniquem mais, que o essencial seja a saúde, os momentos que passamos em família, com os nossos mais queridos, que percebam que isso sim é a maior riqueza que podemos ter e levar no nosso coração. Já agora quero agradecer todas as pessoas que me seguem e ao LusoJornal por estar sempre a apoiar os artistas lusodescendentes.

 

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