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Valdemar Francisco viveu no Bidonville de Champigny e foi o grande impulsionador do monumento de homenagem ao Maire de Champigny quando na cidade viviam milhares de Portugueses no maior bairro de lata da Europa.

Empresário de sucesso, foi passando os negócios aos filhos, mas hoje está em casa, cumprindo as ordens de confinamento por causa do Covid-19.

 

Como está a passar este período?

Estou em França, na minha casa. Parámos a atividade empresarial e ando de volta do jardim. Daqui a pouco já não vai haver mais nenhuma erva daninha.

 

Está preocupado com a situação atual de pandemia?

Claro que estou muito preocupado com esta pandemia, isto é um grande pandemónio. Não sei se se pode utilizar este qualificativo. Preocupado com a saúde de toda a família e mais principalmente dos meus filhos e os meus netos. Preocupado com os funcionários, com o futuro das empresas do grupo.

 

Quando esta situação estiver ultrapassada, o que espera do ‘novo mundo’?

Espero que seja um mal para um bem. O mundo tem que mudar, os políticos tem que tomar decisões de bom senso! A mundialização tem mesmo que acabar. O liberalismo, o capitalismo, a ganância dos homens, acaba por pôr o equilíbrio a mal. Onde é que podemos estar assim, dependentes dos outros? É incrível! 85% dos medicamentos mundialmente necessários, são fabricados na China! Uma dependência muito perigosa, assim como em muitos outros setores. A Europa tem mesmo que existir, mas governada de outra forma. Temos mesmo que tomar em conta o estado do planeta. Estamos a dar cabo de tudo.

 

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