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Comunidade

 

Este sábado foi assinado, em Crosne (91), um Protocolo de Geminação com as cidades de Maybole, na Escócia, e com o concelho de Vila de Rei, em Portugal.

As cerimónias tiveram lugar durante os dois dias do fim-de-semana e foi inaugurada, na cidade, uma exposição intitulada “Casais de Sonho” do Coletivo franco-português de artistas Borderlovers. Da Escócia estava o grupo musical “Pipe Band”.

A exposição agora inaugurada, no quadro da Temporada França Portugal 2022, fica patente ao público até ao dia 06 de outubro, na Mairie de Crosne, na Maison des Associations, na Église de Notre Dame, na praça Saint Eutrope, na Maison Boileau e em espaços exteriores da cidade.

A cerimónia de assinatura dos dois Protocolos de Geminação teve lugar nos salões do Hôtel de Ville de Crosne, por Michaël Damiati, Maire da cidade, pelo Provost de Maybole e pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila de Rei.

Uma delegação oficial das duas localidades geminadas, deslocou-se a França para esta ocasião. A delegação de Vila de Rei – cuja assinatura do Protocolo de Geminação já tinha sido feita em Portugal, em julho deste ano – aproveitou a vinda a França para integrar uma comitiva da Comunidade intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, que participou na 9ª edição do Salão do imobiliário e do turismo português em Paris.

 

O LusoJornal entrevistou o Presidente da Câmara municipal de Vila de Rei Ricardo Jorge Martins Aires.

 

Como surgiu a ideia de uma geminação com Crosne?

Como sabe, para estarmos em certos mercados, nós precisamos de parceiros. Neste caso, como temos migrantes em França, nós tentámos falar com vários Presidentes de Câmara aqui de França, numa ocasião fui convidado para ir a uma região onde Crosne estava presente e foi assim.

 

Então não há uma Comunidade de pessoas de Vila de Rei em Crosne…

Há, claro, mas são poucas, é verdade. Temos noutros lados mais população. Por isso não foi por aí. Mas como Crosne tem outras geminações, com outras cidades da Alemanha, na Itália, agora na Escócia, nós como andamos a fazer um périplo para promoção dos nossos produtos endógenos, para os colocarmos na Europa, para que os nossos comerciantes tenham mais facilidade em ter esses produtos na Europa, Crosne foi uma cidade que se disponibilizou para serem eles aqui em França. Claro que vai haver sempre intercâmbios desportivos, culturais, recreativos… vai haver porque é importante juntarmos as Comunidades para se conhecerem uns aos outros, mas tem esta nuance da economia. Porque, hoje em dia, só haver cultural e desportivo, eu penso que é pouco. Este sábado demos então o ‘ponta-pé de saida’.

 

Mas a primeira assinatura já teve lugar em Portugal, não foi?

Em Vila de Rei o Protocolo já foi assinado no fim de julho. Esta assinatura, no sábado, aqui em Crosne, ultimou efetivamente o processo da geminação. Eu acho que vai ser benéfica para ambos os territórios e depois com os outros territórios que já têm geminação com Crosne, que para nós também poderá ser benéfico.

 

Está a pensar estabelecer Protocolos de Geminação também com essas cidades?

Poderá dar lugar a outras geminações, ou então sermos parceiros estratégicos de ambos os lados, nós ajudarmos essas cidades em Portugal e eles ajudarem Vila de Rei nas cidades deles.

 

Dizia-me que há Comunidades de Vila de Rei noutras cidades de França. Sabe onde estão essas Comunidades?

Não, não sei dizer propriamente os sítios. Não tenho nenhuma listagem e vou-lhe dizer porquê: nós já estivemos no Consulado onde fizemos essa pergunta para nos dizerem quais eram as terras onde havia mais pessoas de Vila de Rei, mas o Consulado disse que não tinha isso. Eu achei estranho porque pensava que tinham informaticamente, mas disseram-me que não têm. Em Vila de Rei vamos perguntando, claro que nós temos afinidades com certas pessoas e é aí que às vezes nós conseguimos saber onde estão a viver e a trabalhar. Simplesmente as pessoas estão a trabalhar e não têm tempo para se ocuparem de uma geminação. Estão aqui para trabalhar, para ganharem algum dinheiro e depois para voltarem para Portugal. Posso dizer-lhe que alguns emigrantes já estão a voltar para Portugal, o que é ótimo para nós. Por vezes eles podiam fazer aquele trabalho que nós desejamos, mas não conseguem porque o tempo útil deles aqui é para trabalharem. Estamos então fazer de outra maneira, com alguns conhecimentos.

 

Vila de Rei tem um Gabinete de apoio ao emigrante?

Temos e já tem essa valência económica também. Temos um Gabinete de apoio ao emigrante que também tem o apoio ao investidor da diáspora. Estamos a fazer esse caminho, estamos a semear para colher um dia. Por isso também viemos ao Salão do imobiliário e do turismo português em Paris.

 

Qual o objetivo da vossa participação neste salão?

É fácil, primeiro é dar a conhecer Vila de Rei – neste caso estamos dentro da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo – às pessoas que passam neste salão. Em segundo lugar, como nós temos uma zona turística que é belíssima, no interior do país, que é um lago que não fica abaixo de outros lagos a nível da Europa, como Annecy, em França, por exemplo, nós temos melhores condições, então viemos mostrar o que o nosso lago tem para que as pessoas possam investir. Por vezes, o investidor da diáspora também é industrial, ora nós temos zonas industriais com lotes para vender para que as pessoas possam fazer a sua indústria, o seu comércio, em Portugal.

 

Já não é a primeira vez que estão neste salão…

Não, não é a primeira vez, já viemos aqui umas 4 vezes. Claro que agora viemos com a Comunidade intermunicipal do Médio Tejo, são mais 12 municípios, porque eu acho que estarmos juntos é melhor do que estarmos sozinhos.

 

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