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Cultura Popular: Grupo folclórico Corações Unidos de L’Hay-les-Roses

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Associações

 

Nome da associação: Association culturelle franco-portugaise de L’Hay-les-Roses

Data de criação da associação: 14 de fevereiro de 2019

Cidade: L’Hay-les-Roses (94)

Nome do Presidente: Jorge Puga

Telefone: 06.42.92.02.90

Facebook: ICI. https://www.facebook.com/profile.php?id=100075526497136

 

Nome do grupo folclórico: Corações Unidos de Portugal

Data de criação: 2019

Região: Alto Minho

Nome do ensaiador: Fabien Gonçalves

 

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Porque foi criado o grupo?

O grupo já existia com outro nome desde 2015. Eu fui Presidente de uma associação em Ivry até 2017, mas tive de sair por motivos profissionais. Mais tarde, o grupo também acabou por sair, vieram ter comigo e então eu procurei na zona de Paris uma cidade que não tivesse associação portuguesa e criámos a associação em L’Hay-les-Roses, em 2019. Como o grupo foi criado com outro nome, noutro sítio, e como estivemos entre 2017 e 2019 sem atuações… Normalmente, quando um grupo folclórico não tem atuações acaba por se desfazer, mas efetivamente eu consegui que o grupo ficasse todo unido e quando em 2019 criei a associação, o grupo estava completo. Por isso é que se chama Corações Unidos.

 

Qual é a região que o grupo representa?

O grupo representa a região do Alto Minho, e mais propriamente o folclore de Ponte de Lima. Há muitos grupos de fazem recolhas, nomeadamente em Ponte de Lima, mas com a pandemia, ficou tudo parado. Então nós dançamos e cantamos as modas de Ponte de Lima que outros grupos recolheram.

 

O grupo é federado na Federação do folclore português?

Não, mas a Direção faz muito cuidado de, dentro do possível, respeitar as regras. Tenho a sorte de ter uma equipa jovem sensível a estas questões: não vamos para cima de um palco com vernizes e maquilhagens.

 

Quantos elementos tem o grupo?

Se estivermos todos, temos 10 pares e no total somos 39 pessoas. Temos elementos dos 13 anos, que é a mais nova, até aos 62 anos.

 

O grupo já gravou algum CD?

Não. Mas é um projeto.

 

O grupo organiza algum Festival?

Este ano, antes das férias tivemos o nosso Festival, em L’Hay-les-Roses, com 5 grupos de folclore. Tínhamos algum receio, porque havia muitas festas nesse dia, mas felizmente tivemos sala cheia. Passou-se muito bem. E também participamos noutros Festivais.

 

Qual a saída que mais marcou o grupo?

Nem foi uma saída, nem foi uma atuação de folclore, foram umas Rusgas que nós fizemos logo depois da pandemia de Covid-19. Marcou-nos muito porque estávamos com sede de ir para cima de um palco dançar. Marcou-nos muito.

 

Quais as principais dificuldades do grupo?

Encontrar homens! Temos muita moça e se tivéssemos mais 5 ou 6 homens fazíamos 15 ou 16 pares. Deixo aqui um apelo, principalmente aos jovens e aos rapazes, que apareçam em L’Hay-les-Roses, no 73 avenue Larroumès, às sextas-feiras, das 20h30 às 23h30. De facto, necessitávamos de homens, serão bem vindos.

 

Tem apoio da Mairie de L’Hay-les-Roses?

Temos. Felizmente é algo de que não me posso queixar. A Mairie de L’Hay-les-Roses está 100% disponível para nós, temos uma sala todas as sextas-feiras, antes das férias fui com o grupo ao Parc Saint Paul, pedi o autocarro à Mairie, emprestaram-nos logo… sinceramente não tenho nada a apontar, bem pelo contrário…

 

E tem apoio de Portugal, por exemplo via Consulado?

Não, nenhum. Mas também é verdade que não pedimos.

 

Qual é o principal sonho do grupo?

O nosso sonho é gravar um CD. Está no projeto e é o nosso sonho, fazermos recolhas de modas e gravar. A associação é muito recente, mas felizmente temos um grupo coeso.

 

Na sua opinião, como se porta o folclore português em França?

Eu sei que há associações que ainda não retomaram o folclore. Até há outras que deixaram de ter folclore e se não deixaram, vai ser difícil retomarem. Esta pandemia veio afetar muitas associações, há muitas associações que têm despesas, que pagam salas, e se não houver retorno, é complicado. Aqui, felizmente, cada um tem o seu traje, nós investimos agora, com a ajuda da Mairie, na compra de uma concertina, e não temos tido problemas para retomar, mas não é o caso de toda a gente.

 

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