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Nome da associação: Association Rancho Orgulho Português do Havre

Data de criação da associação: 14 de fevereiro de 2014

Cidade: Le Havre

Presidente: Sandrine Ladeira de Gouveia Chouquet

Telefone: 06.63.64.23.40

Mail: sandrineladeira@gmail.com

ou ranchoorgulhodohavre@gmail.com

 

Nome do grupo folclórico: Rancho Orgulho Português do Havre

Região: LE HAVRE

Ensaiadores: Philippe de Sousa, vice-Presidente, Dylan de Sousa, tocador de concertina e Cloé Chouquet, cantora aos sábados par os meninos

Telefone: 06.11.24.93.74

Mail: desousajose7945@neuf.fr

 

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Entrevista a Sandrine Chouquet, Presidente da associação:

 

Qual é a região que o grupo representa?

Quando criei este grupo, quis que fosse atípico, que cada membro representasse a região da qual ele é, de Portugal e Madeira.

 

Além dessa, o grupo tem alguma outra particularidade que se possa destacar?

Sim, embora cada membro represente a sua região, pelo seu traje e danças, principalmente do norte, a particularidade é que eles todos quiseram que a Madeira, de onde eu venho, seja representada igualmente pela sua bandeira, com o meu traje e o da minha irmã e com a dança do Bailinho da Madeira.

 

O grupo é federado na Federação do folclore português?

Não somos federados, somos um grupo jovem e ainda não pensamos nisso a sério, porque exige muita preparação e poucos poderes temos para isso por enquanto.

 

Quantos elementos tem o grupo?

Somos 49 membros com idades que vão dos 5 aos 77 anos.

 

O grupo já gravou algum CD?

Ainda não, mas faz parte dos nossos projetos futuros.

 

Organizam algum Festival?

Sim, e a data prevista para o nosso Festival de 2020 era no domingo 21 de junho, mas por causa da pandemia do Coronavirus, foi cancelado pela Mairie do Havre. No entanto, já estamos a trabalhar para o de 2021, a data ainda não está definida, mas penso que será no mês de maio, porque é o mês onde temos mais possibilidades. Para este ano estavam convidados os grupos Amizade Lusitana de Vernon, Grupo Folclórico Saias do Minho de Crulai, O Coração do Minho de Colmar e Danças e Tradições de Rugles, um grupo que estávamos a aguardar a confirmação, precisamente no momento do anúncio do confinamento.

 

Que outros eventos organizam?

Organizamos jantares com baile. O primeiro teve lugar no dia 25 de janeiro deste ano e o segundo devia ter tido lugar no dia 25 de abril, por ocasião das comemorações da Revolução dos Cravos. Em geral, colaboramos com restaurantes, como por exemplo o Sandwich Café, para o jantar do dia 25 de janeiro e com Aux Saveurs Franco-Portugaises, para o jantar do dia 25 de abril. Também queremos organizar – com o nosso Vice-Presidente Philippe de Sousa que é Coach de cardio kick boxing – sessões mensais de cardio kick, à sexta-feira à noite, entre as 19h00 e as 20h00. No sábado, dia 14 de novembro de 2020, esperamos consagrar a tarde e a noite a um Magusto, com castanhas assadas e água-pé. Vai começar às 14h00 e só deve acabar por volta das 2h00 da madrugada, na salle Berreult, no Havre.

 

O grupo tem muitas saídas durante o ano?

As saídas que estavam previstas para este ano eram numerosas. Só para este mês de abril devíamos ter atuado no domingo 19 de abril no Festival do grupo Amizade Lusitana de Vernon, e no hipermercado Auchan, no dia 21 de abril, para a Semana de Portugal. No dia 23 de abril devíamos atuar em casa de um casal com deficiência, não podendo sair de casa e nós oferecíamos-lhe uma atuação, na sexta-feira 24 de abril, devíamos atuar para a Association Réseau Echanges Culture (AREC), uma rede de associações humanitárias e de ajuda social em Le Havre. No sábado 25 de abril tínhamos o nosso jantar seguido de um baile. No dia 3 de maio tínhamos uma atuação para a partida de uma associação “Ma vie, mon soufflé” que vai de Tancarville até ao Porto, para oferecer prendas aos meninos doentes. Depois, no dia 7 de junho estamos programados no Festival das Flores da Madeira, em Ormesson-sur-Marne e todos os fins de semana tínhamos várias saídas aos bairros do Havre: Eure, Brindeau, Rond Point, Caucriauville e Sainte Catherine.

 

Quais as principais dificuldades que enfrentam?

As principais dificuldades estão relacionadas com as salas para ensaios. Até agora temos andado entre duas salas, entre dois bairros diferentes. Queríamos ter uma estrutura com capacidades para nos acolher a nós e acolher o público. Estamos a aguardar resposta da Mairie para uma sala, que possa acolher as nossas atividades folclóricas e também aulas de português. Mas essa sala necessita de muitas obras antes de poder ser ocupada. A outra dificuldade continua a ser a das deslocações, que custam muito caro. Até aqui, os membros da associação decidiram deslocar-se com meios próprios, para partilharem bons momentos com outros grupos de folclore.

 

Tem apoio da Mairie do Havre?

Nós temos uma colaboração com a Maison de Quartier Fabrique e participamos nas Festas de bairro da nossa cidade, em troca de ocuparmos gratuitamente as salas de ensaios e de aulas, assim como as salas para as nossas festas. Também temos contado com a presença e o apoio dos nossos autarcas. O Maire da cidade costuma vir aos nossos eventos. Durante o confinamento temos sido apoiados pelos autarcas e por todas as Fabrique com as quais trabalhamos, e que põem à nossa disposição ajudas necessárias para o bem-estar (números de telefone, médicos e serviços administrativos), ajuda alimentar, de higiene e sanitária, conselhos e suportes escolares e numéricos), assim como propostas de atividades manuais que depois podem ser mostradas nas Maisons de Quartier.

 

E de Portugal? Tem apoio de Portugal?

O Consulado ajudou-nos no início, na criação da associação, oferecendo manuais escolares em língua portuguesa, livros de história de Portugal e com uma presença consular no Havre quando os convidamos.

 

Qual é o principal sonho do vosso grupo?

O nosso grupo vive graças às saídas pagas, como por exemplo animações em eventos, casamentos, aniversários, festas de bairro organizadas pelos comerciantes… O meu sonho seria o de “exportar” o grupo, fazendo-o conhecer noutras cidades mais longe, e porque não em Portugal? E até noutro país! Para mim, o Rancho Orgulho Português do Havre é um diamante, cada membro que o integra é parte dele. Cada saída é, para mim, uma oportunidade de o fazer sair do seu nicho e, com as suas representações, mostrar com orgulho, ao público, como é um rancho bonito, colorido e agradável a ver, como brilha, dando o melhor dele próprio e propondo momentos inesquecíveis.

 

Na sua opinião, como se porta o folclore português em França?

O folclore português em França está bem presente e é apreciado por todos os públicos, todas as gerações e todas as nacionalidades. O folclore faz parte do património histórico e cultural português. Todos os amantes do folclore aguardam com ansiedade a chegara da época dos festivais e das rusgas para participarem. Muitos grupos que agora nascem, ou jovens como o nosso, gostavam de participar em festivais mais longe. Nós até já recebemos alguns convites que não nos foi possível honrar porque para isso era necessário alugar um autocarro, demasiado caro para o nosso orçamento. No dia 7 de junho, estava previsto irmos a Ormesson-sur-Marne, convidados pelo grupo Flores da Madeira, que organiza o seu festival anual. Se um mecenas, que quer continuar anónimo, não tivesse assumido a despesa de 1.600 euros para alugar o autocarro, não poderíamos assistir a esta festa para representar a nossa cidade do Havre, até porque foram membros da minha família que criaram este grupo do qual eu tenho muito orgulho. Ir a este Festival era um dos meus sonhos de Presidente, levar o grupo para viver uma jornada madeirense inesquecível, porque a decoração, as flores e até a gastronomia madeirense concentram-se nesse dia. Esta festa de 2020 ficou adiada, por causa da pandemia de Covid-19, para o primeiro domingo de junho de 2021.

 

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