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David Ferreira foi um dos artistas lusodescendentes presentes no Salão internacional de arte contemporânea que teve lugar no fim de semana passado no Parque de exposições de Paris Porte de Versailles.

Filho de uma mãe do Porto e de um pai de Viseu – que chegaram a França ainda crianças – David Ferreira nasceu em França e tem uma galeria-atelier em Pau. Há 15 anos que é artista plástico e vive exclusivamente da pintura há 10 anos.

Quem entra no atelier de David Ferreira, na Galerie 15, em Pau, entra num mundo colorido. “Adoro a cor. Comigo, tudo é muito colorido” explica ao LusoJornal. “Talvez seja inspiração portuguesa. E para mais, tenho um avô brasileiro e os meus pais também gostam de cor” diz a sorrir.

Logo que começou a viver da pintura, começou a fazer exposições em toda a França. Ainda parou por uns anos e estava representado por uma galeria na Place des Vosges, em Paris. “Mas há três anos retomei os salões, porque isso permite-me ver os clientes diretamente e ter um retorno sobre o que faço, se agrada ou não. Gosto disso”.

Faz uma média de 10 salões por ano, viaja regularmente pela França e pelo estrangeiro. Ainda há um mês expunha em Miami… Tem quadros espalhados pelos quatro cantos do mundo, do México ao Japão. Em Portugal só expôs uma vez, em Porto de Mós, por iniciativa de Elsa da Fonseca Godfrin, a Presidente da Associação France-Portugal de Oloron Sainte Marie.

Há pouco mais de um ano, esteve quase a mudar-se para Portugal. Ainda não desistiu da ideia. “Está nos projetos. Acho que um dia vou para Portugal”. Entre o Porto e Lisboa ainda hesita. Vai regularmente para Lagos, à procura do sol do Algarve, mas há 4 anos que não vai a Viseu e já lhe chegam as saudades. Apenas lamenta não falar português. Diz que vai deitar mãos à obra, mas por enquanto fala-nos através da pintura.

Quem entra na Galeria 15, em Pau, entra num infantil e familiar. Tudo começou com a pintura, mas pouco a pouco vai diversificando, vai-se estendendo no enorme atelier, passou para a escultura, pinta os muros, o teto, os tapetes, pinta em telas, mas também começou a utilizar metal, resina, verniz… mas sempre, sempre com muita, muita cor.

Diz-se adepto da “happy art” e por isso, “o objetivo é que quando as pessoas entram no meu stand tenham um sorriso” diz ao LusoJornal.

“Penso que consegui”.

Conseguiu mesmo!

 

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