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Um grupo de Deputados do PSD apresentou ontem, dia 25 de junho, na Assembleia da República, uma pergunta ao Governo sobre o estado de degradação do Memorial português no Cemitério de Boulogne-sur-mer.

“No cemitério Est de Boulogne-sur-mer estão sepultados 44 soldados no talhão português, zona onde se encontra também um Memorial, inaugurado no dia 27 de novembro de 1938, em homenagem aos soldados portugueses que participaram na I Guerra Mundial. Neste cemitério estão também cerca de 5.800 soldados da Commonwealth” diz o texto de introdução da pergunta ao Governo. “Após a I Guerra mundial, os soldados portugueses que morreram em França e que foram sepultados nos vários cemitérios da região, foram depois transladados para o Cemitério Militar Português de Richebourg, onde estão atualmente 1.831 campas com os restos mortais dos nossos compatriotas, ficando apenas estas 44 campas em em Boulogne-sur-mer”.

O texto foi assinado pelos Deputados Carlos Gonçalves, Ana Miguel dos Santos, António Maló de Abreu e José Cesário e foi baseado no artigo publicado esta semana pelo LusoJornal.

“Segundo uma publicação online do jornal de língua portuguesa LusoJornal, não há, à entrada do cemitério, uma lista dos soldados portugueses ali sepultados ou um livro de condolências onde os visitantes possam deixar as suas mensagens ao contrário do que acontece em relação aos soldados da Commonwealth que também ali estão sepultados” diz o texto dos Deputados do PSD. “Para agravar ainda mais esta situação o Memorial que honra a memória dos portugueses que tombaram em França durante o primeiro grande conflito mundial, apresenta evidentes sinais de degradação e estará mesmo em perigo de ruir. Isso mesmo levou a que tenha estado vedado durante algum tempo, impedindo por motivos de segurança a aproximação de visitantes, tendo as fitas de sinalização de perigo sido retiradas para as comemorações do Armistício do 11 de novembro que não tiveram a presença de qualquer personalidade oficial em representação de Portugal”.

Os Deputados social-democratas dizem também que “ao mesmo tempo, praticamente todas as lápides do cemitério de Boulogne estão degradadas, apresentando fissuras e com os nomes dos soldados que ali se encontram quase apagados, sendo a situação ainda pior do que aquela que se verifica no Cemitério Militar Português de Richebourg. Esta é uma situação preocupante pois a preservação da memória daqueles portugueses que pereceram na I Guerra Mundial e o respeito pelos locais onde estão sepultados deve ser uma preocupação do Governo independentemente do local onde se encontrem”.

A pergunta dos Deputados do Grupo Parlamentar do PSD foi dirigida ao Ministro da Defesa Nacional e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros: “Tem o Governo conhecimento desta situação que se verifica no Cemitério Est de Boulogne-sur-mer? Está o Governo a ponderar tomar alguma medida para resolver esta situação tendo em conta a importância da preservação da nossa memória histórica e o respeito por todos aqueles Portugueses que pereceram em França durante a I Guerra Mundial?”

Entretanto, o Estado-Maior-General das Forças Armadas já anunciou hoje ao LusoJornal que os trabalhos de manutenção no cemitério de Boulogne-sur-mer irão iniciar em julho e serão coordenados pelo Adido de defesa da Embaixada de Portugal em Paris.

 

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