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Dinis Rodrigues, o autor, compositor e intérprete de Vila Real que era frequentemente chamado de “Arrasta Multidões” instalou-se em Argenteuil (95) em maio do ano passado e está a tentar relançar a sua carreira musical a partir de Paris, não fosse esta rasteira que lhe pregou a pandemia de Covid-19.

Nos anos 90, na região de Trás-os-Montes, todas as romarias e festas da região tinham de ter Dinis Rodrigues e algumas destas romarias programavam o artista durante dois dias seguidos de espetáculo. “Pois era garantido haver muito público, no entanto atuava um pouco por todo o país e pelo estrangeiro, desde que houvesse datas livres” explica ao LusoJornal.

Primeiro começou com um simples teclado e acordeão e pouco a pouco foi evoluindo até ter uma banda com 8 elementos. Sempre animou bailes e festas, mas também apresentou sempre muitos temas originais. “Comecei por gravar para a editora Horizonte, depois para a Edisco e finalmente fui convidado para entrar para a Espacial” conta Dinis Rodrigues que já gravou várias cassetes e CD’s desde que é artista.

Com 55 anos de idade, o cantor do signo do Capricórnio, lançou em maio de 2019 o álbum “Achei a minha paixão”, que tem vindo a promover.

Mas em março de 2019 veio para França, para inaugurar um espaço de dança chamado “Calor Transmontano” em Coignières (78) “e a aceitação foi tal que quiseram ter Dinis Rodrigues todos os meses seguintes, de seguida vieram outros convites, que encheram praticamente todos os fins de semana, não fosse também a ida frequente à Suíça”. Nesta situação mudou-se permanentemente para França e agora tem residência permanente em Argenteuil.

“A minha carreira vai ser relançada finalmente com um novo trabalho e pela primeira vez com a ajuda de um grande produtor português, o Jorge do Carmo, que com a sua competência me ajudará a tentar recuperar e reconquistar de novo o grande público” disse, com esperança ao LusoJornal.

Mas a situação atual de pandemia de Covid-19 arrasta consigo várias dúvidas e preocupações. “Toda a minha agenda em França, principalmente na região de Paris, foi cancelada, assim como no Luxemburgo e na Suíça” garantiu o artista.

“Claro que estar confinado me obrigou a trabalhar em casa, produzindo músicas originais e outras adaptadas ao espetáculo de festa e baile, estando já garantido muitas novidades musicais quando forem permitidos espetáculos” conta numa entrevista ao LusoJornal. “Como consequência da popularidade atual, tenho cedido fazer alguns diretos no Facebook, e tenho realizado verdadeiras festas, em casa de quem gosta de me ouvir”.

Mas obviamente que Dinis Rodrigues está preocupado com a situação atual. “A preocupação é enorme, pois é angustiante não saber quando posso voltar a fazer o que mais gosto de fazer, que é fazer festa e estar no palco. Mas sempre com a esperança de que tudo vai voltar ao normal”.

Quanto esta situação atual estiver ultrapassada, Dinis Rodrigues espera que o “novo mundo” que há de vir, “tenha aprendido uma grande lição: não vale a pena tanta ganância, tanta mentira, tanta falsidade, tanta vontade de destruir o semelhante” diz ao LusoJornal. “Espero que o mundo descubra que o importante é sermos felizes enquanto seres vivos, viver a vida de acordo com as nossas capacidades e não roubado as capacidades do outro. Que a inveja seja erradicada, que a interajuda seja o trampolim para o sucesso e para a felicidade”.

 

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