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O documentário “Kuzola, le Chant des Racines”, que acompanha as gravações do primeiro álbum de Lúcia de Carvalho entre França, Portugal, Brasil e Angola, que se estreou nos cinemas franceses em junho de 2018, pode ser visto gratuitamente, entre os dias 12 e 26 de abril.

“Neste período de confinamento, queríamos enviar-vos um raio de sol… Então, em parceria com a Couac Productions, Zamora & Lúcia de Carvalho, decidimos oferecer-vos o nosso documentário ‘Kuzola, le Chant des Racines’ gratuitamente, durante 15 dias” diz uma nota enviada às redações..

O filme retrata as viagens para a criação do disco “Kuzola”, uma mistura de semba angolano, samba brasileiro, funk, soul e rock, que juntou cerca de 40 músicos em três continentes, como os angolanos Banda Maravilha e Irina Vasconcelos, os brasileiros Mário Pam do grupo Ilê Aiyê e Lazzo Matumbi, o cubano Alexey Martinez e o francês Robert Dam, entre outros.

Além de uma viagem musical, o documentário retrata uma busca das raízes da cantora franco-angolana, de 37 anos, que nasceu em Luanda, viveu em Almada entre os 6 e os 12 anos e foi adotada, depois, por uma família francesa da região da Alsácia, onde descobriu o Brasil, num grupo de músicas tradicionais brasileiras.

“‘Kuzola, O Canto das Raízes’ é mesmo essa mistura: o ‘canto’ em relação à minha profissão de cantora e ‘raízes’ pelo facto de ter voltado mesmo para Angola e de ter tanto essa mistura entre estar aqui em França, fazer música brasileira, saber que nasci em Angola. Tinha um momento em que eu não sabia bem quem eu era”, contou à Lusa Lúcia de Carvalho, aquando do lançamento do filme.

A base do disco e do documentário foi feita em Strasbourg, com a voz de Lúcia de Carvalho e a guitarra de Edouard Heilbronn, aos quais se foram juntando, ao longo das viagens, vários instrumentos, ritmos e vozes diferentes em Salvador da Baía, Recife e Luanda, com uma passagem por Portugal para visitar a aldeia de crianças onde a cantora cresceu.

A viagem ajudou Lúcia de Carvalho a compreender-se como “uma mestiçagem”, em que as “raízes são angolanas, o caule é Portugal, a flor é o Brasil e o chão é a França, o solo fértil que permite a flor crescer”.

O objetivo do filme é “dar a conhecer” Lúcia de Carvalho em França “porque quando se canta em português em França, chega-se ao público lusófono mas é complicado atingir o grande público”, acrescentou Hugo Bachelet, sublinhando que o documentário esteve em antestreia em várias salas francesas, seguido de ‘showcases’ de Lúcia de Carvalho.

Em 2017, “Kuzola, Le Chant des Racines” venceu o prémio Melhor Documentário e Melhor Filme Estrangeiro no Festival do Filme Independente de Estocolmo e foi selecionado para o CinAlfama Lisbon International Film Awards. O documentário passou, também, em vários festivais de cinema nos Estados Unidos, Suécia, França e Grécia, tendo sido seguido de ‘showcases’ de Lúcia de Carvalho.

 

Pode ver o filme aqui:

http://kuzola-lefilm.com/vod/

 

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