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Documentário sobre vida e obra de Tony Carreira estreou-se hoje em Portugal

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O documentário focado na vida e obra do cantor Tony Carreira, “Tony”, de Jorge Pelicano, estreia-se hoje nos cinemas portugueses e teve apresentação ontem à noite nos cinemas NOS no Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

O filme, da distribuidora NOS Audiovisuais, “é um retrato inédito da vida de Tony Carreira, onde marcam presença a família, os amigos e as histórias desses milhares de portugueses que o acompanham há 30 anos e que, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca o abandonaram”.

O cantor assinalou no ano passado 30 anos de carreira, anunciando uma pausa “no seu percurso musical”, por tempo indeterminado.

De acordo com a distribuidora do filme, “o realizador Jorge Pelicano teve acesso exclusivo à vida pessoal e profissional de Tony Carreira, acompanhando-o, durante este ano decisivo, em sucessivas digressões nacionais e internacionais”.

“Da digressão francesa, às gravações do dueto com Rudy Pérez em Miami – um dos mais prestigiados produtores de música latina (e um dos nomes envolvidos na polémica de plágio) – de Israel, à infância de Tony Carreira; do seu primeiro sucesso nos anos 80, em França, à conquista das grandes salas de espetáculos, como o Olympia de Paris; ‘Tony’ releva imagens inéditas e testemunhos únicos deste ‘fenómeno’ da música nacional que é, indubitavelmente, uma inspiração para todos os portugueses”, lê-se num comunicado da distribuidora.

A subida ao palco do Casino Peninsular da Figueira da Foz, a 05 de março de 1988, para participar no Prémio Nacional de Música, é considerado o início da carreira de António Manuel Mateus Antunes (Tony Carreira), do Armadouro, no concelho da Pampilhosa da Serra, e que esteve vários anos emigrado em França.

Tony Carreira, de 55 anos, começou a cantar em França, para a Comunidade portuguesa, numa banda constituída com os irmãos e primos, Irmãos 5.

Em 1988, já a solo, editou o primeiro ‘single’, depois da participação no Festival da Canção da Figueira da Foz. O primeiro álbum do cantor, “Não vou deixar de te amar”, data de 1991.

Ao longo da carreira, editou 28 álbuns, 20 dos quais de originais, e quatro DVD, nos quais ficaram registados, entre outros, concertos no Olympia, em Paris, e na Altice Arena, em Lisboa.

O cantor conseguiu alcançar, de acordo com informação disponibilizada no seu site, a marca de “60 discos de platina e mais de quatro milhões de discos vendidos”.

Nos últimos 30 anos, “esgotou, em várias ocasiões, alguns dos mais importantes e carismáticos recintos de espectáculos do mundo, como os incontornáveis Olympia e Zénith em Paris, o imponente Emperors Palace na África do Sul, o marcante Queen Elizabeth nos Estados Unidos, ou a mítica Brixton Academy em Londres, só para citar os mais marcantes”.

Em 2016 foi distinguido, em França, com o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, e no ano seguinte esteve envolvido num processo judicial, que não chegou a ir a julgamento, em que foi acusado de plágio pela editora Companhia Nacional de Música.

Jorge Pelicano, que nasceu na Figueira da Foz em 1977, iniciou a vida profissional no jornalismo, sobretudo como repórter de imagem em televisão, antes de enveredar pelo cinema documental. É autor dos documentários “Ainda há pastores?” (2005), “Pare, escute, olhe” (2009), “Para-me de repente o pensamento” (2015) e “Até que o porno nos separe” (2018).

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