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Eduardo Moreira, treinador português de futebol de 35 anos, passou pelos franceses do Créteil/Lusitanos na temporada 2018/2019 como Treinador-adjunto, numa altura em que a equipa do Val-de-Marne terminou no primeiro lugar no Campeonato National 2 e subiu ao National.

No fim dessa época, os ‘Cristoliens’ continuaram com o Treinador principal naquela altura, Carlos Secretário, enquanto Eduardo Moreira, por razões pessoais, decidiu prosseguir a carreira de Treinador-adjunto em Portugal.

Eduardo Moreira passou pelo Sporting Clube da Covilhã, na segunda divisão portuguesa, e pelo Moreirense, equipa da primeira divisão portuguesa, durante a temporada 2019/2020.

Desde então o técnico luso decidiu passar de Treinador-adjunto a Treinador principal e por enquanto não encontrou um projeto que lhe corresponda.

Em entrevista ao LusoJornal, Eduardo Moreira, admitiu que gostaria de regressar a França e contou como foi a sua experiência por terras francesas.

 

Em que ponto está a carreira do Eduardo Moreira?

No final da última época decidi tomar a decisão de encerrar o meu caminho como Treinador adjunto e iniciar a minha carreira como Treinador principal. Foram 19 anos onde trabalhei com mais de 20 Treinadores, entre eles o grande Vítor Oliveira. Onde passei por todas as competições em Portugal, desde o futebol amador até à 1ª Liga. Foram 19 anos a preparar-me para ser o Treinador principal que queria. Neste momento sou Treinador profissional, sou Formador de vários cursos de treinadores e sou também Mentor pessoal de treinadores em várias áreas da nossa atividade.

 

Qual foi o percurso desde que saiu do Créteil/Lusitanos?

Tive que tomar a decisão de sair do Créteil/Lusitanos e voltar para Portugal por motivos de saúde de um familiar muito próximo. Era absolutamente imperativo voltar. Voltei e fui para a 2ª Liga portuguesa, para o SC Covilhã, e isso permitiu-me estar mais próximo da família e lutar pelos meus objetivos desportivos. Depois seguiu-se a 1ª Liga, com o Moreirense, onde atingi o último objetivo que tinha para me tornar Treinador principal. Entretanto tenho continuado a trabalhar como formador e mentor de treinadores.

 

Que balanço faz da sua passagem pelo Créteil/Lusitanos?

Uma experiência fantástica. A todos os níveis foi extraordinária. Em termos pessoais, foi a primeira experiência fora do meu país, logo isso trouxe-me aprendizagens e um crescimento pessoal tremendo. Adaptei-me muito rápido à vida que teríamos. O clube disponibilizou-nos tudo que era necessário para nós enquanto pessoas podermos estar bem instalados e não nos faltasse nada. Conheci pessoas fantásticas e com as quais ainda hoje guardo amizade. Em termos desportivos, obviamente que foi um trabalho coletivo que me enche de orgulho, por tudo que fomos conquistando até ao título de Campeões e a subida de divisão. Batemos todos os recordes do clube. Uma Direção fantástica, um staff incrível e um plantel muito bom. Crescemos juntos, chegamos com a mentalidade certa para conquistar. Esse é um traço de personalidade e profissional que me caracteriza, o sentimento de conquista. Em suma, estou muito grato a todos que fizeram parte dessa época e guardarei para sempre com um carinho especial todos os envolvidos.

 

Agora a aposta é ser Treinador principal, a França pode ser um mercado para o Eduardo Moreira?

Sem dúvida, felizmente o problema pessoal que surgiu na altura está ultrapassado, portanto enquanto Treinador estou disponível para regressar, caso seja essa a vontade de quem estiver interessado nos meus serviços. França, nomeadamente, a zona de Paris, é um local ótimo para qualquer Treinador trabalhar. Existem vários clubes com todas as condições para implementarem bons projetos e fazerem épocas muito boas. Nós Treinadores, atualmente, não podemos, nem devemos, ter qualquer tipo de limitações em trabalhar em Portugal ou no estrangeiro. Em França e com toda a Comunidade portuguesa que nos acolhe como ninguém, sem dúvida que teria interesse.

 

Para que um projeto interesse o Eduardo Moreira, o que é necessário?

Primeiro existir vontade dos responsáveis em me contratar, e a minha vontade de ser contratado. Depois projetos sólidos, ambiciosos e com os quais eu me identifique em relação aos valores que represento: seriedade, ambição, honestidade, profissionalismo e frontalidade. Eu sou uma pessoa muito simples, mas com ideias muito claras e com objetivos perfeitamente definidos e reconheço que em França existem projetos com esse mesmo perfil.

 

Esteve em Paris, na região parisiense e por toda a França com o Créteil/Lusitanos, que opinião tem da Comunidade portuguesa?

A Comunidade portuguesa foi muito, muito importante para minha adaptação pessoal. São já várias gerações de gente trabalhadora e com um sentido de genuinidade e resiliência, que me tocaram. São pessoas que sabem receber bem e sem dúvida que são uma Comunidade forte e que perdurará no tempo, com valores pessoais e profissionais de referência para muitos. Agradeço a todos que tive o prazer de conhecer, e foram muitos, e aqueles que poderei, eventualmente, conhecer no futuro.

 

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