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José Carlos Teixeira, o emigrante que se mantinha armado no interior de um supermercado em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, foi detido ontem à tarde e conduzido sob detenção ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para avaliação psiquiátrica.

Vinte e quatro horas depois de ter entrado armado no estabelecimento, o homem foi detido «sem nenhum trauma», após uma intervenção tática dos militares de operações especiais da GNR, disse aos jornalistas o Tenente-coronel Henrique Armindo, segundo comandante do Comando Territorial de Coimbra. O indivíduo «não sofreu ferimentos nenhum, pelo menos aparente, e foi conduzido sob detenção ao hospital para uma avaliação psiquiátrica», explicou.

Segundo Henrique Armindo, o homem não se rendeu e foi necessário atuar «e usar a força sem sequências de maior, para a segurança dele e dos nossos militares». Na operação tática, foram usadas armas não letais e a força física, acrescentou. «Ele estava armado, tinha duas armas, uma pistola e uma caçadeira, mas não as conseguiu utilizar», salientou o oficial, acrescentando que o homem «estaria muito cansado, um pouco desorientado e, portanto, com a ação acabou por não conseguir resistir».

O segundo comandante do Comando Territorial de Coimbra salientou que a GNR fez tudo para que não houvesse qualquer ferimento ou qualquer problema para o homem e militares.

O indivíduo, que é emigrante em França, aposentado há cerca de um mês, será presente a tribunal logo que esteja concluída a avaliação psiquiátrica.

De acordo com Henrique Armindo, a ação do detido terá a ver com «problemas antigos de partilhas de terrenos e negócios mal resolvidos», que envolvem parte do local onde está implantado o supermercado.

O homem entrou no supermercado na quinta-feira cerca das 17h15, quando se encontravam no seu interior vários clientes, mas não fez reféns nem procurou roubar o dinheiro das caixas registadoras. Segundo a GNR, chegou a efetuar alguns disparos para o ar, que ainda não foram quantificados, e agrediu um funcionário com uma coronhada, quando se cruzaram nas escadas de acesso ao primeiro andar do edifício. O ferido foi transportado aos hospitais de Coimbra, mas já teve alta.

 

 

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