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Opinião

 

No artigo publicado no LusoJornal no dia 21 de setembro, intitulado: Cursos de português começam sempre algumas semanas depois do início do ano escolar, na parte final, intitulada Cursos oficiais mas extracurriculares, é feito um comentário que merece à Coordenação do Ensino Português em França o seguinte esclarecimento:

 

Os cursos EILE são resultantes de acordos bilaterais, negociados entre os dois países e que respondem aos interesses de Portugal contrariamente à afirmação irónica que figura no artigo.

O artigo refere, igualmente, o facto de as aulas dos cursos EILE, “embora ‘oficiais’, terem lugar fora do tempo escolar”. Queremos deixar claro que o facto de as aulas terem lugar fora do tempo escolar permite dar resposta a um maior número de famílias que procura o ensino do Português. Falamos de um número que se conta por milhares. A opção estratégica do Estado Português é a de responder a um maior número possível de pedidos e de valorizar essa modalidade de ensino. Valoriza-a, tornando o ensino reconhecido como uma opção oficial do sistema educativo francês, registada nos boletins escolares e, por outro lado certificando as competências adquiridas em língua portuguesa pelos alunos através de exames de certificação.

Contrariamente ao que o artigo deixa entender, também existe o ensino do Português integrado no tempo escolar. São os cursos ELVE (Ensino de Língua Viva Estrangeira) que são frequentados por cerca de 3.300 alunos no primário.

O ensino francês tem uma língua estrangeira obrigatória, no primário. Essa língua é normalmente o Inglês. No entanto, há mais de 200 turmas, em 30 escolas, nas quais os alunos têm o Português como língua estrangeira e, em alguns casos, o tempo da língua estrangeira é repartido: os alunos têm Português e Inglês. São escolas nas quais o ensino do Português tem continuidade em collège. É de sublinhar, no entanto, que os alunos que frequentam o Português – ELVE são todos os alunos da escola, da mesma turma, dentro do horário estabelecido para o ensino de língua estrangeira. Isto quer dizer que a percentagem de alunos de origem lusófona é reduzida. A resposta que damos neste dispositivo contempla de forma muito reduzida a nossa comunidade. No entanto, com o dispositivo integrado, ELVE, estamos a promover o ensino da nossa língua, reforçando a sua presença no sistema educativo francês, nomeadamente no collège e no lycée. No caso do dispositivo EILE, damos a maior e a melhor resposta possível à nossa Comunidade.

São dispositivos que cumprem dois eixos distintos da missão do Estado Português, através da ação da Coordenação do Ensino Português em França.

 

Adelaide Cristóvão

Coordenadora do Ensino Português – Camões, I.P.

 

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