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O escritor Tiago Salazar representou Portugal no 31º Festival do Primeiro Romance de Chambéry, em França, que decorreu até domingo. Tiago Salazar, autor de “A Escada de Istambul” (2016), participou na sexta-feira passada no painel de debate «Um Fresco Histórico», com o escritor congolês Wilfried N’Sondé, moderado pelo crítico literário Yann Nicol, programador da festa do Livro, em Bron, nos arredores de Lyon. Este debate em Chambéry, decorreu no Hotel de Cordon.

O Cônsul-Geral de Portugal em Lyon, Luís Brito Câmara, participou numa outra ação do Festival, no sábado 26 de maio, acompanhado da Leitora do Instituto Camões, Luísa Dutra, e de representantes da Delegação de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian. Tiago Salazar participou na mesa redonda sobre «As Personagens que Habitam nas Páginas dos Livros», com Sébastien Spitzer, autor francês de 48 anos, que este ano publicou o seu primeiro romance «Ces rêves qu’on piétine», e Manuel Benguigui, nascido há 42 anos em Paris, que publicou o seu primeiro romance em 2016, «Un Collectionneur Allemand», moderada por Albert Fachler.

O encontro permitiu ouvir o jovem escritor a explicar a sua obra, designadamente o livro «A escadaria de Istambul», traduzido para francês, as suas influências e ideias sobre a literatura e o mundo, sempre enriquecidos pela sua identidade e nacionalidade portuguesa bem como pela sua experiência como viajante e jornalista.

O Cônsul Geral felicitou o escritor pela sua obra literária ficcional que cobre numerosos temas de interesse como a história e a religião e que revelam um trabalho de investigação significativo por parte do autor. Referiu a importância da sua visita a Chambéry que vem revelar e confirmar mais uma vez o talento de cidadãos portugueses nas mais diversas áreas e as numerosas ligações históricas e culturais entre Portugal e e França, bem como de personalidades famosas que contribuíram para enriquecer ambos os países em termos culturais, como foi o caso de Calouste Gulbenkian, por exemplo, da pintora Vieira da Silva, de Manuel Cargaleiro, Almada Negreiros,….

Luís Brito Câmara sublinhou a importância da literatura portuguesa em França, cada vez mais presente e conhecida, nomeadamente numa altura em que as relações culturais entre ambos os países se reforçam e em que a Comunidade francesa em Portugal aumenta e em que o interesse dos cidadãos por Portugal é evidente.

Este Festival deu a conhecer ao mundo, entre outros, o escritor francês Michel Houellebecq, e «é a única manifestação literária, em França, que tem como principal objetivo a descoberta e promoção de primeiros romances francófonos e europeus através da leitura». Aliás o LusoJornal já foi parceiro do Festival, no ano em que, pela primeira vez, decidiu convidar jovens autores portugueses.

Tiago Salazar nasceu em Lisboa em 1972 e é licenciado em Relações Internacionais, tendo estudado Guionismo e Dramaturgia, em Londres. Doutorando em Turismo, no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, o autor está a preparar uma tese sobre «A Volta ao Mundo», de Ferreira de Castro.

É jornalista ‘freelancer’ desde 2001. Em 2010, foi Bolseiro da Fundação Luso-Americana, em Washington.

«A Escada de Istambul» é uma história sobre uma família judia, endinheirada, que fugiu à Inquisição, viajando pela Europa até se instalar em Istambul, na Turquia, onde fundou um dos primeiros bancos da cidade, ficando conhecida como os «Rothschild do Oriente».

O Festival do Primeiro Romance de Chambery é organizado pela Association Plural Readings, e visa a revelação e promoção dos primeiros romances franceses e europeus. Este ano participaram no certame 22 autores franceses e estrangeiros, entre eles, italianos, alemães, espanhóis, ingleses, romenos, um congolês e um português, que durante quatro dias dialogaram com o público, em diferentes iniciativas, como mesas redondas, debates, ‘workshops’, leituras e exposições.

 

 

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