Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.
Desporto

 

A surpreendente França venceu ontem Portugal, por 5-3, na segunda jornada do Europeu de hóquei em patins, um resultado que atrasa o objetivo de Portugal de chegar à final do campeonato, no Multiusos de Paredes.

Com este resultado, que evidencia o crescimento internacional dos ‘Bleus’ e a tremenda qualidade dos irmãos Benedetto, a França isolou-se no comando do Europeu, com seis pontos, dando um passo importante rumo à desejada presença na final, enquanto Portugal cai para terceiro, com três pontos, menos um do que a Espanha, no segundo lugar.

Durante o estágio de preparação para o Europeu, inclusive na sua fase final, em Paredes, vários jogadores e o próprio Selecionador português alertaram para a qualidade da França, uma Seleção à procura de se reencontrar com o seu passado glorioso na modalidade.

Nas primeiras sete edições do Campeonato da Europa, na década de 20 e princípios de 30 do século passado, numa fase dominada de forma absoluta pela Inglaterra (ainda hoje a terceira do ranking europeu, com 13 títulos), a França alcançou cinco segundos lugares e dois terceiros, num registo que só teve equivalência com a medalha de bronze obtida em Wuppertal, na Alemanha, quase oito décadas depois, em 2010.

A derrota para Portugal na preparação do Europeu, em Paredes, por 3-1, teve menos peso para os Franceses do que o triunfo sobre a Itália, por 8-5, na jornada inaugural do Campeonato, elevando a confiança dos ‘Bleus’, uma equipa que assenta muito na capacidade e talento do clã Benedetto – Carlo e os gémeos Bruno e Roberto.

Apesar de um início de jogo mais cauteloso, de parte a parte, os Franceses, mais fortes fisicamente, cedo ganharam vantagem no marcador, aos três minutos, por Roberto Di Beneddetto, num lance em que ficou a sensação de ter existido a intervenção infeliz de um jogador português.

Os ‘Ursos’, nome pelo qual é conhecido o combinado luso, tinham mais iniciativa, mas os Franceses eram mais perigosos e, após uma primeira ameaça, o portista Carlo Di Beneddetto bateu pela segunda vez Girão, num remate de meia distância.

O 2-0 surgiu aos 10 minutos, mas a desvantagem perturbou o conjunto português, bem evidente nas poucas situações de finalização conquistadas pelos pupilos de Renato Garrido – basta dizer que só aos 19 minutos, Portugal conseguiu ganhar uma bola limpa no espaço central.

O remate foi de Gonçalo Alves e saiu por cima da baliza de Baptiste Bonneau, forçado a mostrar serviço, dois minutos depois, após combinação entre o avançado do FC Porto e João Rodrigues.

O ‘Capitão’ português fez renascer a esperança lusa, ao reduzir para 2-1 um minuto após o recomeço do jogo, na recarga a um livre direto.

O golo ‘incendiou’ o pavilhão no apoio à equipa, que ia forçando a agressividade na recuperação da bola, face a uma França só com um elemento a entrar na rotação e que procurava aproveitar ao máximo os 45 segundos em cada ataque.

Portugal forçava o empate, que por diversas ocasiões esteve para acontecer, mas Gonçalo Alves, ‘Rafa’ e os restantes colegas encontraram pela frente um inspirado guarda-redes francês.

O esforço dos Portugueses seria recompensado já perto do final do encontro, numa altura em que a França beneficiava novamente de uma vantagem confortável, a partir do tento de Roberto Di Benedetto, que marcou três no jogo, derrubando animicamente o combinado luso, que joga nos próximos jogos diante da Itália e Espanha, por esta ordem, o seu futuro na competição.

O Campeonato da Europa é disputado, numa primeira fase, no sistema de todos contra todos, até 19 de novembro. No dia 20 serão disputadas as finais para definir a classificação das seis Seleções presentes no evento.

 

França 5-3 Portugal

Ao intervalo: 2-0

Jogo no Pavilhão Multiusos de Paredes

Assistência: Cerca de 1.400 espetadores

Marcadores: França: Roberto Di Benedetto (03, 45 e 50 min) e Carlo Di Benedetto (10 e 47 min). Portugal: João Rodrigues (26 min) e Gonçalo Alves (49 e 50 min).

Árbitros: italiano Filippo Fronte e espanhol Sergi Mayor

França: Baptiste Bonneau, Bruno Di Benedetto, Remi Herman, Roberto Di Benedetto e Carlo Di Benedetto. Jogaram ainda Antoine Le Berre e Erwan Debrouver. Treinador: Fabien Savreux

Portugal: Ângelo Girão, Henrique Magalhães, Hélder Nunes, Gonçalo Alves e Jorge Silva. Jogaram ainda João Rodrigues, Telmo Pinto, Rafael Costa ‘Rafa’ e Diogo Rafael. Treinador: Renato Garrido.

 

Donativos LusoJornal
X