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A 41ª edição do Festival de Cinema de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand começou na sexta-feira dia 1 de fevereiro e termina no sábado 9 de fevereiro, com vários filmes portugueses em competição e uma portuguesa no júri, a ilustradora Susa Monteiro.

“Casa de Vidro”, de Filipe Martins, e “Red Hill”, com produção britânica, de Laura Carreira, radicada na Escócia, estão na competição internacional.

“Casa de Vidro”, produzido pelo centro de artes performativas balleteatro, é apresentado como um “filme híbrido”, que conjuga documentário e ficção, em torno de um sem-abrigo toxicodependente, que vive entre um parque de estacionamento de um supermercado e um ‘stand’ de automóveis abandonado, no Porto. Filipe Martins é realizador, professor e programador do Festival de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia, no Porto.

“Red Hill”, uma ficção sobre um antigo mineiro e antigo segurança à beira da reforma, é a nova curta da realizadora Laura Carreira. Depois de ter estudado em Lisboa, Laura Carreira formou-se em cinema na Universidade de Edimburgo e tem colaborado como assistente de realização com outros realizadores e artistas, como o compositor britânico Nigel Osborne.

É no júri da competição internacional, composto por cinco elementos, que se encontra a portuguesa Susa Monteiro, que se dedica em exclusivo à ilustração e à banda desenhada desde 2005, depois de ter trabalhado em teatro e cinema.

Na lista de filmes na competição nacional do Festival de Clermont-Ferrand surge “Como Fernando Pessoa Salvou Portugal”, uma coprodução entre França, Portugal e Bélgica, do norte-americano Eugène Green, com elenco português.

Além disso, a Agência da Curta Metragem marca presença no mercado do festival, “onde participa desde 1999, assegurando a promoção da produção portuguesa através de um stand promocional e um conjunto de atividades diárias de divulgação do seu catálogo, que compreende mais de 400 filmes nacionais, junto dos mais de 3.000 profissionais que, todos os anos, se reúnem no mercado”, de acordo com aquela entidade.

Em paralelo ao Festival, no Fórum de coprodução Euroconnection, que tem como missão encontrar parcerias entre produtores europeus, investidores, patrocinadores e televisões, “Portugal está representado por Vanessa Ventura, da produtora Animais, e a realizadora Mónica Santos”, nomeada recentemente para um prémio César, da Academia francesa de cinema, por “Entre Sombras”, curta que assina com Alice Eça Guimarães.

“Produtora e realizadora encontram-se, neste momento, em fase de financiamento da nova curta-metragem de animação ‘O Casaco Rosa’. O projeto será apresentado numa sessão de ‘pitching’ no dia 09 de fevereiro”, refere a Agência da Curta Metragem, cuja presença em Clermont-Ferrand é apoiada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, o Camões Instituto e a Embaixada de Portugal em Paris.

A programação do Festival de Cinema de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand inclui ainda o filme angolano “Lúcia no céu com semáforos”, de Ery Claver e Gretel Marin.

 

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