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O Toyota n°08 venceu as 24 Horas de Le Mans, em França, e permitiu ao espanhol Fernando Alonso, ao suíço Sébastien Buémi e ao japonês Kazuki Nakajima sagrarem-se Campeões mundiais de resistência.

Ainda não foi desta que Filipe Albuquerque conseguiu terminar as 24H de Le Mans nos lugares do pódio, no entanto ficou muito perto ao cruzar a linha de meta da emblemática prova francesa na quarta posição entre os LMP2 depois de uma corrida sem problemas no Ligier da United Autosport, nem tão pouco percalços de relevo ao longo de toda a corrida. No geral de todas as categorias, Filipe Albuquerque terminou no 9° lugar.

Desde a sessão de qualificação que o piloto português e os seus companheiros de equipa, Phil Hanson e Paul Di Resta ficaram conscientes, dada a diferença de andamento para os primeiros classificados, que seria deveras difícil contrariar o favoritismo dos adversários. Porém, e tendo em conta as particularidades das 24H de Le Mans, nenhum dos pilotos deitou a toalha ao chão mesmo depois de largarem do sexto lugar da grelha. Dadas as circunstâncias este foi sem dúvida um bom resultado.

Filipe Albuquerque que participou na prova pela sexta vez, impôs sempre um andamento forte e regular e chegou ao final com o sentimento de dever cumprido. “A nossa corrida decorreu na perfeição. O carro portou-se bem sem qualquer problema de fiabilidade e nós, pilotos, fizemos o nosso trabalho sem grandes contratempos, exceção feita ao ‘drive-through’ que me foi imposto, mas, para além disso, andámos sempre bem e ao ritmo que o carro permitia. Fomos de longe o melhor Ligier e dificilmente conseguiríamos fazer melhor, salvo se algo acontecesse aos nossos adversários”, começou por referir.

A falta de andamento do Ligier foi notória sobretudo num traçado tão particular como o de Le Mans. “Infelizmente o nosso carro está longe dos Oreca em termos de performance. Eles são mais rápidos e não havendo percalços, era difícil chegarmos a eles. Ainda recuperámos dois lugares, de sexto até quarto, e ficámos na expectativa do que poderia acontecer nas últimas horas. Infelizmente nada mudou e o quarto lugar foi o resultado possível. Gostava de ter chegado ao pódio, mas acho que o quarto lugar foi mais do que esperávamos no início da prova e um resultado justo, para o andamento que conseguimos impor. Termino as 24H de Le Mans com o sentimento que dei o melhor, que não cometi erros e que não havia nada que pudesse fazer. Para o ano, quem sabe, consiga o tão desejado pódio”, rematou Filipe Albuquerque satisfeito com o trabalho que realizou nos últimos dias.

Quanto aos outros portugueses: António Félix da Costa (BMW M8) foi o 31° da geral, 11° da GTE Pro, e Pedro Lamy (Aston Martin) desistiu com o motor partido.

De notar que os vencedores da prova completaram 5.246 quilómetros em 285 voltas, ficando aquém do recorde da prova, de 5.410,713 quilómetros, em 397 voltas, conseguido pela Audi em 2010.

 

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