Filme de Tiago Hespanha compete no festival Cinéma du Réel em Paris

O filme “Campo”, do realizador português Tiago Hespanha, vai estar em competição em março, no Festival Internacional do Documentário Cinéma du Réel, em Paris.

De acordo com a programação hoje revelada, da 41ª edição, o documentário “Campo” foi selecionado para a competição de longas-metragens.

“Campo” é apresentado como um filme-ensaio, rodado “na maior base militar da Europa, onde os militares treinam, com todo o tipo de armas, missões que irão desenvolver em lugares distantes”.

O filme foi mostrado no verão passado no festival de Locarno, ainda em fase de pós-produção, em contexto profissional, tendo recebido um prémio, no valor de 65 mil euros, em serviços de pós-produção.

Tiago Hespanha, que faz parte da produtora Terratreme, dedica-se há cerca de uma década ao cinema documental. É autor dos filmes “Revolução Industrial”, correalizado com Frederico Lobo, “Visita Guiada”, “O presente que veio de longe”, “Andar modelo” e “Quinta da Curraleira”.

Na competição de ‘longas’ do Cinéma du Réel estão ainda 13 outros filmes, entre os quais duas produções brasileiras: “Rosa azul de Novalis”, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, e “Diz a ela que me viu chorar”, da antropóloga Maíra Buhler.

O festival francês dedicado ao documentário decorrerá de 15 a 24 de março, no Centre Pompidou, em Paris.

No ano passado, Leonor Teles venceu o “Prix International de la Scam” do festival, com a longa-metragem “Terra Franca”, que foi selecionado para competição.

Em 2017, Ico Costa venceu o prémio de melhor curta-metragem com “Nyo Vweta Nafta” e, em 2010, Susana de Sousa Dias foi distinguida com o grande prémio com o documentário “48”.

 

 

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